ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Fundação Ford
  • REDES

    • MCCE

Povos indígenas de nove países amazônicos fazem apelo internacional por mudanças na política e na economia globais

22/08/2011

Os povos indígenas amazônicos e as organizações nacionais de nove países (Bolívia, Brasil, Equador, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname) reunidos esta semana em Manaus durante a 1ª Cúpula Regional Amazônica divulgaram um manifesto nesta sexta-feira em que pedem a revisão do modelo econômico e das políticas públicas em vigor como forma de enfrentar o aquecimento global, a perda da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais associados à natureza. O evento foi organizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA).

 

As cerca de 80 entidades que assinam o documento criticam as grandes obras de infraestrutura que, segundo elas, ameaçam a integridade e os modos de vida dos povos da floresta amazônica. Chamam a atenção dos organismos internacionais para a necessidade do fortalecimento das propostas de REDD+ indígena, de modo a adequar esse mecanismo às cosmovisões e aos direitos dos povos indígenas.

 

Um dos pontos centrais do manifesto é a consolidação dos territórios dos indígenas e suas ‘Visões de Vida Plena’ e de gestão holística da natureza para o ‘resfriamento’ do planeta, mediante o aumento qualitativo dos fundos públicos globais para implementar demarcações e titulações.

 

Eles pedem prioridade de políticas e fundos para consolidação territorial como condição irrestrita para avançar o debate sobre a implementação de REDD+. Para isso, propõem mudanças legislativas nacionais para garantir os direitos coletivos nas leis de serviços ambientais e florestais sobre minérios, hidrocarbonetos, agrocombustíveis e direito à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado para exploração dos recursos naturais em terras indígenas.

 

Alerta às comunidades


Os signatários do documento querem ainda que os Estados e os bancos assumam a sua responsabilidade para frear a expansão dos ‘ladrões de carbono’ mediante o registro e certificação pública internacional dos operadores de REDD+. Fazem ainda um alerta, recomendando às comunidades a não se comprometerem com contratos para REDD+ ou em negócios de carbono até que os regulamentos internacionais e nacionais estejam totalmente claros e implementados.

 

O documento também denuncia o que eles consideram como a “hipocrisia e contradição nas políticas globais e nacionais sobre as florestas, bem como as declarações, planos, pequenos projetos considerados como sustentáveis”. De acordo com o manifesto, essa situação aprofunda a depredação, o desmatamento, a degradação por parte dos negócios de minérios, hidrocarbonetos, mega-hidrelétricas, pecuária extensiva, soja, agronegócio, agrocombustíveis, transgênicos, agrotóxicos, superposição de áreas protegidas em territórios indígenas, biopirataria e roubo dos conhecimentos ancestrais.

 

Para os indígenas, a valorização dos saberes ancestrais é intrínseca à conservação da natureza. Por isso querem prioridade na demarcação, legalização e segurança jurídica dos territórios indígenas como garantia para a conservação da biodiversidade, dos recursos genéticos e do conhecimento tradicional. Essa é uma das condições, segundo eles, para se consolidar o direito de consulta prévia e consentimento livre, prévio, informado e vinculante para o acesso aos recursos genéticos dentro dos territórios indígenas e aos conhecimentos associados. O manifesto também rejeita a comercialização do conhecimento ancestral e o uso indevido e não autorizado para as reivindicações de patentes biotecnológicas.

 

Rio+20


A Conferência da ONU a ser realizada no Rio de Janeiro em 2012 é apontada pelos participantes da Cúpula de Manaus como uma das últimas possibilidades para salvar todas as formas de vida do planeta. Os povos amazônicos que participarão do encontro no ano que vem querem desenvolver estratégias de intervenção política dentro e fora de Rio+20 e construir uma Cúpula dos Povos plural e democrática, com ampla visibilidade pública.

 

Para os indígenas, a Economia Verde – tema central da conferência da ONU – “não pode ser a combinação de neoliberalismo desenvolvimentista com ‘projetos verdes’, mas uma mudança profunda com redução do consumismo, desperdício e depredação e a mudança do padrão de produção, consumo, distribuição e energia com alternativas de harmonia entre sociedades, culturas e natureza”.

 

A Cúpula de Manaus também reivindica a renovação do protocolo de Kyoto de modo a incluir compromissos firmes e exigíveis de redução de gases de efeito estufa e com espaços de participação dos povos indígenas. No documento final, os participantes do evento apelam pelo estabelecimento de uma Corte Ambiental Internacional, de funcionamento urgente e independente dos poderes globais, com espaços de participação indígena, os mais afetados pelos crimes ambientais, segundo eles.

 

A reorganização das atuais entidades ambientais da ONU “para que não sejam subordinados aos poderes contaminantes, superando o burocratismo e ampliando os espaços de participação e incidência para os povos indígenas amazônicas e do mundo” também integra o pleito dos povos indígenas.

 

Fonte: EcoDebate (Jaime Gesisky)

GRANDE ENCONTRO: Sabedoria Ancestral e território garantido

22/08/2011


A Primeira Cumbre Regional Amazônica, o chamado Grande Encontro dos povos indígenas da Bacia Amazônica, realizado pela COICA, em parceira com a COIAB, a resistência indígena foi marcante.

 

O evento que reuniu cerca de 200 participantes, das delegações dos nove países Amazônicos, deixou claro que a garantia dos territórios indígenas, aliado aos ensinamentos tradicionais são as maiores contribuições que podemos dar para combater as mudanças climáticas e o aquecimento global.

 

No ato de encerramento, Raoni Kayapo, lendário defensor do Xingu, deu um “puxão de orelha” no convidado da mesa, o Sr. Márcio Meira, presidente da FUNAI, e deu a ordem final, mandando ele sair da presidência do órgão indigenista oficial brasileiro.

 

“Tem que sair, você tá matando os povos indígenas. Tem que colocar outra pessoa que se preocupe com a gente”, afirmou o grande cacique Kayapo, puxando a orelha do Meira.


Na Cumbre Regional Amazônica, foram desenvolvidas discussões em grupos de trabalho e na plenária, sobre questões que afetam os povos e as decisões em seus respectivos países.

 

Os grupos de trabalho foram: Territórios Indígenas, Planos de Vida e Áreas Protegidas; Crise Climática e Alternativas; Saberes Ancestrais uos sustentáveis, patrimônio intelectual e vida plena; Comunicação e Educação como resposta a Crise Climática, o último GT que falou das propostas para a RIO + 20.

Nos grupos ficou marcada a necessidade de garantia territorial para poder se pensar em implementar políticas de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). As terras indígenas são as maiores áreas na Amazônia que ainda são preservadas, e assim, o CO2 não é lançado na atmosfera, em outras palavras, os ensinamentos dos povos indígenas, a sua relação com a natureza contribuem para a preservação do planeta.

 

A Cumbre foi marcada também pelo posicionamento da delegação indígena da Bolívia, que denunciou o caso da estrada que está sendo construída em terra indígena boliviana com dinheiro do BNDES.

 

Abaixo o Mandato de Manaus, o documento final do Grande Encontro Pan-Amazônico:

 

Saberes Ancestrais, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Florestas. A Cumbre de los Bosques.

 

“ Somos Povos sem Donos, igual que a Vida”

 

Mandato de Manaus: Ação Indígena Pela Vida

 

Reunidos em Manaus de 15 a 18 de agosto del 2011, na 1ª. Cumbre Regional Amazônica, os povos indígenas amazônicos e as organizações nacionais de nove países: Bolívia (CIDOB), Brasil (COIAB), Equador (CONFENIAE), Colômbia (OPIAC), Guyana (APA), Guyana Francesa (FOAG), Peru (AIDESEP), Venezuela (ORPIA) e Surinam (OIS) e em diálogo com aliados de diversas entidades sociais, estatais e ambientais; comprovamos que a crise climática e ambiental, é gravíssima, em pouco tempo irreversível, enquanto os poderes globais e nacionais, não podem nem querem detê-la, e pior, pretendem ‘aproveitá-la com mais “negócios verdes” mesmo que ponham em perigo todas as formas de Vida. De poderes, baseados no racismo, patriarcado, individualismo e de consumismo desenfreados, de mercantilização e privatização de tudo e a irresponsabilidade soberba de “domínio” da natureza esquecendo que apenas somos uma pequena parte dela.

Denunciamos a hipocrisia e contradição nas políticas globais e nacionais sobre as florestas, em junto a declarações, planos, pequenos projetos “sustentáveis”, aprofunda-se a depredação, o desmatamento, a degradação por parte dos negócios de minérios, de hidrocarbonetos, mega-hidrelétricas, pecuária extensiva, soja, agronegócio, “agro-combustíveis”, super estradas de colonização, transgênicos, agrotóxicos, superposição de áreas protegidas em territórios indígenas, biopirataria e roubo dos conhecimentos ancestrais. Sendo necessárias melhores práticas florestais, encobrem-se que a melhor delas é mudar profundamente as macro políticas da globalização neoliberal.

 

Propomos os seguintes objetivos, enfoques, alternativas e ações:

 

1. Territórios de Vida Plena para o desaquecimento planetário.

 

Está demonstrado que os refúgios da vida são as florestas e territórios dos povos amazônicos, como efetivas barreiras à depredação. Por isso é indispensável mudar as legislações e políticas públicas para garantir a demarcação dos territórios dos povos indígenas amazônicos e a sua titularidade coletiva como povos e também para respaldar, e não agredir nem marginalizar as nossas estratégias de “Vida Plena” diferentes da mercantilização da natureza. Isto é uma estratégia eficaz e eficiente para reduzir o aquecimento global e recuperar a harmonia com a mãe terra, que mantivemos por milhares de anos. Para que não mude o clima, há que se mudar o sistema. É o sistema o que deve se “adaptar” ao clamor da mãe natureza e nós seus filhos da cor da terra. O “custo” financeiro para solucionar esta dívida histórica originada no etnocídio das colonizações, é muitíssimo menor do que o dedicado a ineficazes debates e experimentações.

 

2. Fortalecer “Redd+ Indígena” e que devedores ecológicos reduzam a sua contaminação.

 

Perante quem decide sobre o processo “Redd+”: os Estados (BM-BID), FIP, ONU-REDD, COP17-CMUNCC, Rio+20 e outros; demandamos garantias e condições imediatas para os Povos antes de avançar mais nestes processos sobre REDD+ até que sejam devidamente atendidas.


· Respeitar e fortalecer a propostas de REDD+ Indígenas ou adequação da Redd+ às cosmovisões e direitos coletivos dos povos, incluídas nas “Diretrizes da COICA sobre mudanças climáticas e Redd+” e nas propostas das organizações nacionais e que entre outros aspectos, os seguintes:


Sem territórios nem direitos coletivos é inviável a Reed+ * Nenhum contrato comunal até que sejam executadas as regras internacionais, nem a longo prazo, cedendo gestão territorial ou propriedade intelectual com mais penalidades que benefícios nem em idiomas e leis estrangeiras* Respeitar e apoiar a conservação holística das florestas e não somente onde tem desmatamento ou reduzindo-os a toneladas de carbono* Respeitar nossas propostas de regulamentações nacionais sobre Redd+ e a consulta e consentimento livre, prévio e vinculante* Respeitar relatórios da COICA sobre processos Redd+paralelos ao dos Estados* Mecanismos de solução de conflitos com garantias de neutralidade e eficácia * Não apoiar o mercado de créditos de carbono para encobrir aos contaminantes globais.

 

· Prioridade de políticas e fundos para consolidação e titulação Territorial dos Povos Indígenas, como condição irrestrita antes de avançar sobre Redd+ * Mudanças legislativas nacionais para consolidar Direitos coletivos nas leis de serviços ambientais, florestais sobre “fugas de Redd+”(minérios, hidrocarbonetos, agro-combustíveis, etc) e de consulta e consentimento.

 

· Estados e Bancos assumam a sua responsabilidade para freiar a expansão dos ladrões de Redd+ (carbon cowboys, borbulha Redd+) mediante: * Registro e certificação pública internacional dos operadores de Redd+ *Rejeição das empresas e ONGs fraudadoras denunciadas pelos povos indígenas *Recomendar às comunidades a que não se comprometam com contratos ‘para Redd+’ ou em ‘negócios de carbono’ até que as regulamentos internacionais e nacionais estejam totalmente claras e implementadas.

 

· Prioridade da redução da contaminação por Gases de Efeito Estufa(GEI) por parte dos devedores ecológicos industrializados de minorias ricas do poder no norte e no sul.

 

· Prioridad de la reducción de la contaminación por Gases de Efecto Invernadero (GEI) por parte los deudores ecológicos industrializados de minorías ricas del poder en el Norte y el Sur

 

3. Unidade entre Saberes Ancestrais e Sobrevivência da Biodiversidade

 

Nossos saberes ancestrais estão unidos profundamente nas conservação produtiva da natureza, e nesse caminho, perante a Conferência das Partes 11 do Convênio de Diversidade Biológica e o Congresso da União Internacional da Natureza (UICN) chamamos a que sejam respaldados as seguintes propostas:

 

· Priorizar a demarcação, legalização e segurança jurídica dos territórios indígenas, como garantia para a conservação da biodiversidade e os recursos genéticos e os saberes ancestrais.

 

· Consolidar o Direito de Consulta Prévia e Consentimento Livre, Vinculante, Prévio e Informado, para o acesso aos recursos genéticos dentro dos territórios indígenas e os conhecimentos tradicionais associados.

 

· Os recursos genéticos dos territórios indígenas e os conhecimentos ancestrais constituem o patrimônio natural e intelectual coletivo indígenas, conservado por milênios e transmitido de geração em geração.

 

· O acesso aos conhecimentos ancestrais e os recursos genéticos devem contemplar a participação justa e equitativa nos benefícios incluindo os produtos derivados, tanto dos recursos genéticos como dos conhecimentos tradicionais associados.

 

· Os conhecimentos ancestrais não estão no domínio público, mas no âmbito cultural dos povos indígenas e os Estados e organismos internacionais(como o Convênio sobre a Diversidade Biológica –CDB) adotem normativas jurídicos sui generis de proteção legal destes conhecimentos ancestrais.

 

· Não à comercialização do conhecimento ancestral e ao uso indevido e não autorizado para as reivindicações de patentes biotecnológicas.

 

 

4. Rio+20 : Soluções para a Vida, não para os Mercados

 

A Conferência da ONU de junho de 2012 Rio de Janeiro será uma das últimas possibilidades para salvar todas as formas de vida do planeta. Os povos amazônicos chamamos à realização Atos Culturais-Políticos nas proximidades da Cúpula oficial, com líderes de povos e movimentos, artistas, cientistas, intelectuais, que ganhem a opinião pública e política global. Da mesma forma desenvolver estratégias de intervenção política dentro e fora de Rio+20 e construir uma Cúpula dos Povos plural e democrática, com ampla visibilidade pública. Tudo isso para ganhar o mais alto apoio político para a ONU que não se submeta ao irresponsável jogo de interesses do Poder, e que se avancem nos enfoques, objetivos e propostas tais como:

 

· Não aceitar que a “Economia Verde” seja a combinação de neoliberalismo desenvolvimentista com “projetos verdes” mas uma mudança profunda com redução do consumismo, desperdício e depredação e a mudança do padrão de produção, consumo, distribuição e energia(hidrocarburos, biocombustíveis) com alternativas de harmonia entre sociedades, culturas e natureza.

 

· Renovação do protocolo de Kyoto, em que haja compromissos firmes e exigíveis, de redução de gases de efeito estufa e com espaços de participação dos povos indígenas. Não deixar o mundo à deriva com poderes que imponham quanto, como e quando reduzir suas emissões.

 

· Consolidação das Territorialidades dos Povos Indígenas e suas Visões de Vida Plena de gestão holística da natureza para o”resfriamento” do planeta, mediante o aumento qualitativo dos fundos públicos globais para implementar tal demarcação e titulação.

 

· Estabelecimento de uma Corte Ambiental Internacional, funcionamento urgente, independente dos poderes globais, com espaços de participação indígena, os mais afetados pelos crimes ambientais.

 

· Reorganizar as atuais entidades ambientais da ONU para não sejam subordinados aos poderes contaminantes, superar o burocratismo e ampliando os espaços de participação e incidência para os povos indígenas amazônicas e do mundo.

 

Finalmente, a Cumbre propôs o posicionamento da comunicação como uma linha de ação política, não só instrumental.

 

Incidir em políticas públicas de acesso a meios de comunicação e uso de tecnologias de informação e comunicação e pôr em andamento o projeto de Rede COICA de Comunicadores Amazônicos.

 

Os povos indígenas e a natureza somos um só, e por isso, estamos obrigados a manter as florestas em pé, reduzir o desmatamento e ser guardiões de seus serviços como a água, biodiversidade, clima para a sobrevivência da Vida. Pedimos somente que nos deixem trabalhar em paz em nossa missão.

 

¡ Basta de “Belomonstruos” no Brasil, Guiana, Peru (Marañón, Pakitzapango), Bolívia e o Mundo!

 

¡ Não à um Rio+20 por cima da Morte dos Povos e Vida do Xingu

 

¡ Não à estrada no Território Indígena Isiboro Secure em Bolívia. Irmão Evo defenda aos povos e não os negócios do BNDES !

 

¡Basta à destruição petroleira no Equador (Yasuní);Peru (Datem)e outros países !

 

¡Não às imposições IIRSA, como o eixo multimodal Manta-Manaus que destruirá o Rio Napo!

 

¡ Ação e Solidariedade com as lutas dos povos indígenas da Amazônia e o mundo!

 

¡ Guiana, Suriname, Guiana Francesa devem ratificar o Convênio 169 !

 

Os Povos Indígenas Amazônicos, caminhando sobre a trilha de nossos ancestrais, pedimos ao mundo abrir seus corações e sonhos e unirmos nas jornadas pela Vida, para Todas e Todos

 

Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica, COICA

 

Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Amazonía Brasilera, COIAB

 

Perú

 

Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana, AIDESEP

 

· Coordinadora Regional de Organizaciones de Pueblos Indigenas- San Lorenzo, CORPI

 

· Asociación Regional de Pueblos Indígenas de la Selva Central, ARPI

 

· Organización Regional de Pueblos Indógenas del Oriente, ORPIO

 

· Organización Regional AIDESEP Ucayali, ORAU

 

· Federación Nativa de Madre de Dios, FENAMAD

 

· Coordinadora de Defensa y Desarrollo de los Pueblos Indígenas de San Martin, CODEPISAM

 

· Organización Regional de Pueblos Indígenas del Alto Marañón. ORPIAN

 

Ecuador

 

Confederación de Nacionalidades Indígenas de la Amazonía Ecuatoriana CONFENIAE.

 

· Federación Indígena de Nacionalidad Cofán del Ecuador FEINCE

 

· Organización Indígena de Nacionalidad Secoya del Ecuador OISE

 

· Federación Interprovincial de Comunas y Comunidades Kichwas de la Amazonía Ecuatoriana FICCKAE

 

· Federación Interprovincial de Centros Shuar FICSH

 

· Federación de Organizaciones de Nacionalidad Kichwa de Sucumbíos FONAKISE

 

· Nacionalidad Achuar del Ecuador NAE

 

· Nación Sápara del Ecuador NASE

 

· Federación Provincial de Nacionalidad Shuar de Zamora Chinchipe FEPNASH.ZCH.

 

Bolivia

 

Confederación de Pueblos Indígenas de Bolivia CIDOB

 

· Asamblea de Pueblo Guaraní APG

 

· Organización de Capitanes de Wenhayek y Tapiete ORKAWETA

 

· Confederación Nacional de Mujeres Indígenas de Bolivia CNAMIB

 

· Central de Pueblos Étnicos Mojeños de Beni CPEMBE

 

· Central Indígena de Pueblos Originarios de la Amazonía de Pando CIPOAP

 

· Central Indígena de la Región Amazónica de Bolivia CIRABO

 

· Central de Pueblos Indígenas de La Paz CPILAP.

 


Brasil

 

Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Amazonía Brasilera, COIAB

 

· FEPOIMI, Cuiabá, Pantanal

 

· COAPIMA, Coordinación de las Organizaciones y articulaciones de los Pueblos Indígenas de Maranón

 

· FOIRN-Federación de las Organizaciones Indígenas de Alto Río Negro

 

· ASSOCIAÇAO HUTUKARA

 

· FOIRN – Federacao das organizacoes indgenas do Rio Negro

 

· ICRASIM – Instituto e Centro de Referência e Apoio a Saúde de Manaus

 

· COPIAM – Conselho dos Professores Indígenas da Amazônia

 

· OGPTB - Organização Geral dos Professores Ticuna Bilingüe

 

· CGPH– Conselho Geral dos Povos Hexkariana

 

· AMARN - Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro

 

· COIAM - Confederação das Organizações Indígenas e Povos do Amazonas

 

· AMISM - Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé.

 

· ASSOCIAÇÃO WAIKIRU

 

· ASSOCIAÇÃO DOS ÍNDIOS MUNDURUKU

 

· MEIAM – Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas.

 

· ORGANIZAÇÃO WOTCHIMAUCÜ

 

· UPIM – União dos Povos Indígenas de Manaus

 

· Organização Metareilá do Povo Suruí

 

· Associação do Povo Cinta-Larga

 

· Fórum das Organizações do Povo Paiter Suruí

 

· CIR - Conselho Indígena de Roraima.

 

· APIRR – Associação dos Povos Indígenas de Roraima.

 

· OPIR – Organização dos Professores indígenas de Roraima

 

· OMIR – Organização das Mulheres Indígenas de Roraima

 

· CONJABA – Conselho das Organização e Indígenas do povo Javaé da Ilha do Bananal

 

· CIX – Coordenação Geral Indígena Xavante

 

· ATIX - Associação Terra Indígena Xingu

 

· OPRIMT -Organização dos Professores Indígenas de Mato grosso

 

· Instituto Raoni

 

· FEPOIMT – Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso

 

· OPIN – Organização dos Povos Indígenas do Acre Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia

 

· OPIAJBAM Organização dos povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre –AM

 

· COAPIMA – Coordenacao das Organizacoes e Articulaçoes dos Povos Indígenas do Maranhão

 

· APIO – Associação dos Povos Indígenas do Oiapoque

 

· UMIAB – Uniáo de Mulheres Indigenas da Amazönia Brasileira

 

· APN

 

Surinam

 

Organization of the Indigenous Peoples in Suriname OIS

 

· Talawa

 

· VIDS

 

· Umari

 

· Vrouwe Organisalie

 

· Alle 34 Inheemse Dorpen Van Suriname

 

 

Colombia

 

Organización de Pueblos Indígenas de la Amazonía Colombiana OPIAC

 

· Asociación de Autoridades Indígenas de Guaviaré CRIGUA II

 

· Organización Zonal Indígena de Putumayo OZIP

 

· Asociación de Consejo Regional Indígena de Guainía ASOCRIGUA

 

· Asociación de Cabildos Huitotos de Caquetá ASCAINCA

 

 

Guyana

 

Amerindian Peoples Asociation APA

 

Venezuela

 

Organización Regional de Pueblos Indígenas del Amazonas ORPIA

 

· Federación Indígena del Estado de Bolívar FIEB

 

· Unión de Comunidades Indígenas Warao UCIW-CONIVE Delta Amacuro

 

· Consejo Nacional Indio de Venezuela CONIVE

 

Guyana Francesa

 

Federation des Organisations Autochtones de Guyane FOCAG.

 

· Federation Lokono FL

 

· Makana Pinius WAYAPI

 

· Consejo de Caciques CC.G

 

· Consejo Kauna MANA

 

· Consejo Kalina KOUROU

 

· Consejo Kalina AWALA

 

· Consejo Kulakasi CK

 

· Consejo Palikve MATAP

Fonte: Coiab

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Novos paradigmas de desenvolvimento: pensar, propor, difundir

Rua General Jardim, 660 - Cj. 81 - São Paulo - SP - 01223-010
11 3237-2122
abong@abong.org.br

design amatraca