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Vigília denuncia violência contra a mulher e busca sensibilizar sociedade

19/09/2011

No próximo dia 19, na cidade brasileira do Rio de Janeiro (RJ), o Fórum Estadual de Combate à Violência contra a Mulher realizará uma vigília para sensibilizar a sociedade e pressionar pelo cumprimento da Lei Maria da Penha, que garante penas mais duras aos agressores domésticos. O ato ocorrerá em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na área conhecida como Cinelândia, no Centro da cidade.

Apesar de o calendário feminista dedicar internacionalmente o dia 25 de novembro à luta contra a violência à mulher, no estado do Rio de Janeiro foi preciso realizar urgentemente uma mobilização.

Isso porque a jovem dona de casa Paula de Sousa, de 22 anos, foi torturada durante quatro horas pelo ex-marido no último dia 9. Ela recebeu queimaduras no rosto, braços e pernas, feitas com ferro de passar, além de muitos socos e pontapés, tudo na presença do filho de um ano e meio.

Como forma de reforçar o sentimento de propriedade, o agressor, Neliton Carvalho da Silva, de 25 anos, escreveu seu nome nas costas da vítima, utilizando uma faca quente. Ao chegar à delegacia, face à impunidade recorrente em casos como este, Neliton riu. Paula já havia feito denúncia contra ele duas vezes.

De acordo com Eleutéria Amora, coordenadora geral da Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra, que faz parte do Fórum), a Vigília pretende sensibilizar a população. Durante o ato, velas serão acesas e haverá exibição de fotos de mulheres vítimas de violência, além de uma panfletagem sobre o problema. "A sociedade precisa ser sensibilizada para esses crimes horrorosos contra as mulheres, que também são crimes contra a humanidade”, ressalta.

O momento consistirá ainda em uma estratégia para tentar fazer valer a Lei Maria da Penha. Segundo a militante, há ainda muitas dificuldades para que a norma, promulgada em 2006, seja efetivamente cumprida.

 

"O que a gente percebe é uma banalização da lei por parte dos homens. A Lei Maria da Penha é fraca. Os juízes, no entender deles, não vão prender ‘um trabalhador’, como dizem, por causa da violência contra a mulher. Aí os homens não levam a Lei a sério”, denuncia.

Sobre as motivações dos crimes, Eleutéria pontua que, como questão de fundo, está a concepção patriarcal de que a mulher é propriedade do homem. "Ele (o homem) acha que ela é sua propriedade e não aceita o ‘não’ dela, não aceita que ela recomece a vida”, assinala.

Somada a esta postura patriarcal há o descaso com as denúncias das mulheres. Segundo a coordenadora, diariamente a Camtra ouve relatos de mulheres que foram à delegacia e não encontram apoio. "No estado há delegacias da mulher e centros de atendimento à mulher, que não funcionam como deveriam. No interior, praticamente não existem”, aponta.

Ela reforça ainda que as mulheres agredidas não devem desistir de continuar buscando apoio, apesar de, atualmente, não terem acesso às medidas protetivas que a lei lhes garante.

Outras ações

Reunindo-se há um ano, o Fórum Estadual de Combate à Violência contra a Mulher está em fase de conclusão de um levantamento que aponta o porquê da impunidade nos casos de violência contra a mulher.

"Queremos saber por que as mulheres chegam às delegacias, denunciam, e saindo de lá, voltam para casa, apanham de novo, e nada é feito para protegê-las”, afirma Eleutéria. As organizações pretendem publicar o documento até o dia 25 de novembro, data especial para pautar esta luta.

Além disso, a Camtra mantém o blog http://pormimpornosepelasoutras.blogspot.com/, em que observa os crimes contra mulheres, a partir de matérias publicadas na imprensa brasileira.

Fonte: Adital, por Camila Queiroz

 

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