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SOS Corpo: seminário aprofunda debate sobre AIDS

07/10/2011

Hoje (7/10) e sábado (8/10), será realizado na cidade de Recife, Nordeste brasileiro, o Seminário Nacional Feminista Aprofundando o Debate sobre Aids - Ano II. Promovido pelo Instituto SOS Corpo, em parceria com o Grupo de Trabalho em Prevenção PositHIVa(GTP), o Movimento Nacional de Cidadãs PositHIVa e o Coletivo Leila Diniz, o evento reunirá 150 mulheres que convivem com a Aids, oriundas de todas as regiões do Brasil.

Educadora do SOS Corpo, Simone Ferreira declara que o seminário busca se constituir em momento de reflexão sobre a especificidade da condição feminina na convivência com a Aids e, a partir de então, pensar estratégias para melhorar os problemas percebidos.

Ela conta que o evento se realiza como demanda do primeiro seminário, ocorrido em 2009. "Na primeira edição, abordamos principalmente direitos sexuais e reprodutivos, e o público era misto. Surgiram diversas demandas e desafios, um deles era aprofundar o debate no campo feminista, por isso esse seminário será só para as mulheres”, explica.

Questões como moradia, violência e efeitos dos medicamentos no corpo das mulheres soropositivas serão destacadas. Durante a primeira manhã do seminário, haverá mesa sobre os 30 anos da epidemia da Aids - Avanços e Desafios.

Pela tarde, as participantes se dividirão em cinco grupos de reflexão: Violência Contra as Mulheres e a Feminização da Aids; Vivencia da Aids e a Organização Política das Mulheres; Corpo, Aids e os Efeitos dos medicamentos; Relações Familiares e Epidemia da Aids: afetos e conflitos e Aids e Condições de Vida das Mulheres: Moradia, Trabalho e Renda. O segundo dia de evento será destinado à socialização das reflexões amadurecidas nos grupos.

 

Um dos problemas, ligado à temática de corpo e Aids, que também será debatido é a lipodistrofia, distribuição irregular de gordura no corpo causada por medicamentos antiviróticos. Causa perda de gordura em braços, pernas ou face, e acumulação no estômago, na parte de trás do pescoço, nos seios ou outras áreas. "Além de causar dor física, porque o local que perde gordura fica muito frágil, pode acarretar um problema psicológico”, destaca Simone.

Outra questão específica das mulheres são as condições de vida, que se tornam mais difíceis com a síndrome. "A maioria das mulheres soropositivas não está no mercado de trabalho; perdeu o companheiro, ou porque faleceu, ou porque foi embora; a família não recebe bem e ainda por cima elas ficam com os filhos, sem renda suficiente para manter a casa”, enumera.

Já a violência se apresenta na vida das mulheres com HIV de diversas maneiras. "A maioria diz que ao contar ao companheiro que é soropositiva, sofre violência; algumas mulheres já adquiriram o vírus por meio de uma violência sexual sem o uso de preservativo”, cita. Outra violência, bastante comum, é a negação do parceiro em utilizar o preservativo. "Nesse momento a mulher tem o direito à prevenção negado, o que é uma violência”, comenta.

O seminário feminista pretende ainda debater e incentivar a organização política das mulheres. "Há muitas dificuldades, poucos recursos; como a maioria das mulheres soropositivas está em situação de pobreza, fica difícil se organizar, mas também é muito importante a articulação devido a isso”, assinala.

O Seminário Nacional Feminista Aprofundando o Debate sobre Aids - Ano II ocorrerá no Instituto Latino-Americano de Tecnologia em Educação e Ciências (Ilatec), que fica na Rua Real Torre, 449, Madalena, Recife, estado do Pernambuco.

Dados

O Boletim Epidemiológico 2010, lançado pelo Departamento Nacional de Aids, afirma que a epidemia está se feminizando. Apesar do número de casos ainda ser maior entre homens, a razão de sexo, que era de cerca de 6 casos de Aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino, em 1989, passou a 1,6 casos em homens para cada 1 caso em mulheres, em 2009.

Oficialmente, o Brasil tem 207.080 mulheres e 385.818 homens convivendo com a Aids, porém, estima-se que o número seja bem maior, com pelo menos 255 mil pessoas que desconhecem ser portadoras do HIV ou nunca fizeram o teste.


Fonte: Adital, por Camila Queiroz

 

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