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Evo Morales suspende construção de estrada em Tipnis

21/10/2011

O presidente da Bolívia, Evo Morales, autorizou nesta sexta-feira (30) o projeto de lei que suspende qualquer construção que atravesse o território do Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis). O texto será enviado agora para a Assembleia Plurinacional para sua aprovação, que deverá ocorrer ainda nesta sexta-feira ou no sábado (22).


A decisão de Morales incorporou ao projeto de lei Corta o termo "intangibilidade, o que garantirá que nenhuma obra passe pela reserva, que tem de 1,2 milhão de hectares. Durante coletiva de imprensa, Morales enfatizou que as mudanças respondem às demandas dos indígenas de Tipnis e que sua decisão "se chama governar para o povo".


A medida atende a uma reivindicação do movimento indígena que protesta contra a construção de uma estrada na região de San Ignacio de Moxos (Beni) e Villa Tunari (Cochabamba), que passa pela reserva de Tipnis (Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure), de 1,2 milhão de hectares, ao lado do território brasileiro. Com um percurso de aproximadamente 300 quilômetros, a obra custaria cerca de 415 milhões de dólares, dos quais 332 milhões (80%) seriam financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Para pressionar Morales, os manifestantes realizaram uma marcha que durou 65 dias e terminou na quinta-feira (20), em La Paz. No mesmo dia, o governo boliviano convidou as lideranças indígenas para uma reunião de conciliação, que não ocorreu por discordâncias em relação ao local do encontro. Os marchantes alegaram que a reunião deveria ocorrer no Palácio do Governo e não na vice-Presidência. Já o governo informou que a sede presidencial estava em reformas, e por isso não poderia sediar a audiência.


Segundo informações da Telesur, os dirigentes do movimento indígena que está concentrado na Praça Murillo, no centro de La Paz, adiantaram que o anúncio de Morales não significa o fim do conflito em relação ao Parque Nacional Isiboro Sécure. Os indígenas reivindicam que, além das alterações, seja incluída na lei uma lista com 16 pontos de reivindicação do movimento.


No dia 25 de setembro, a violenta repressão policial a uma manifestação do movimento indígena contrário à construção da estrada deixou vários feridos e causou protestos e críticas ao governo. O episódio levou ainda à renúncia de quatro autoridades do governo boliviano.


Fonte: Brasil de Fato

 

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