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Projeto fortalece lideranças de jovens quilombolas da Amazônia Oriental

04/11/2011

Fortalecimento de jovens lideranças quilombolas. Esse é um dos objetivos do Projeto Ijé Òfé (Raça Livre), promovido pelo Fórum da Amazônia Oriental (Faor) em parceria com organizações de comunidades quilombolas dos quatros estados que integram o Fórum: Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins (Brasil). Ao todo, 80 jovens entre 17 e 30 anos estão envolvidos na iniciativa.

 

De acordo com Edmilson Pinheiro, coordenador do Fórum Carajás – uma das entidades responsáveis pelo projeto no Maranhão -, os jovens participam de cinco oficinas sobre temas como: identidade quilombola, acesso à terra, políticas públicas para comunidades quilombolas, biodiversidade, sustentabilidade e agricultura. As cinco oficinas acontecem entre os anos de 2011 e 2013.

 

O encerramento, segundo Pinheiro, ocorrerá em 2014, em um encontro que reunirá os 80 jovens participantes. "No final, um encontro interestadual vai avaliar as etapas, trocar experiências e discutir ações para concretizar as propostas de políticas públicas para as comunidades quilombolas”, afirma.

 

A ideia do projeto, segundo ele, é fortalecer o protagonismo quilombola, com destaque para a população jovem. "Escolhemos jovens que já são lideranças em suas comunidades para fortalecer essa liderança e dar voz aos jovens”, comenta.

 

O foco na juventude não foi por acaso. Edmilson Pinheiro destaca a "falta de perspectiva” dessa parcela da população. Além dos conflitos fundiários, enfrentam a dificuldade de acesso a serviços como educação, saúde e inclusão digital. "E ainda tem a perda da identidade quilombola. Muitos saem da comunidade rural para a periferia da cidade”, explica, lembrando que, mesmo nos centros urbanos, continuam marginalizados e sem acesso a seus direitos básicos.

 

O coordenador do Fórum Carajás chama a atenção para a luta pela terra e pelo território no estado do Maranhão. De acordo com ele, centenas de comunidades quilombolas são vítimas de conflitos fundiários. "Aqui no Maranhão, é alto o número de conflitos por terra e de violência contra lideranças quilombolas”, revela.

 

Exemplo de tal violência ocorreu no dia 2 de outubro passado, quando Valdenilson Borges, de 24 anos, trabalhador rural pertencente ao Quilombo de Rosário, região de Serrano, foi assassinado, vítima do conflito por terra. Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Serrano é uma das regiões com maior índice de conflito agrário entre quilombolas e grileiros. Além disso, é uma das áreas mais pobres do estado do Nordeste do país.

 

O problema, entretanto, não se concentra apenas em Serrano. Edmilson denuncia, por exemplo, conflitos entre quilombolas e empresa Suzano Papel e Celulose na região do Baixo Parnaíba. De acordo com notícia veiculada no Fórum Carajás, comunidades como as da região de Mearim enfrentam problemas com projetos de gás do empresário Eike Batista; e as da região de Itapecuru resistem às ações da Vale.

 

Para mais informações, acesse: http://faor.org.brou http://www.forumcarajas.org.br/

 

Fonte: Adital, por Karol Assunção

 

 

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