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Jovens capixabas marcham contra extermínio da juventude negra

21/11/2011

Os/as jovens do Espírito Santo, no Sudeste do Brasil, querem mostrar à sociedade e aos governos que não aceitam a violência contra a juventude negra. Para isso, jovens da capital e do interior do estado se encontrarão, na próxima segunda-feira (21), para realizar a IV Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra. A concentração está marcada para 7h30 no início da avenida Jerônimo Monteiro, em Vitória, capital do estado. De lá, os manifestantes seguirão em marcha para o Palácio Anchieta (sede do governo estadual), onde promoverão um ato público.

 

A mobilização, convocada pelo Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), faz parte das ações da Semana da Consciência Negra. A intenção é alertar para o alto índice de violência contra a juventude negra e a falta de políticas públicas para essa parcela da população. "A gente quer mostrar que a gente quer viver”, afirma Karina Moura, integrante da coordenação do Fejunes.

 

Dados do Mapa da Violência 2011 – Os jovens do Brasil revelam que o estado ocupa a segunda posição no ranking das unidades federativas com maior taxa de homicídio de pessoas entre 15 e 24 anos. O estado só ficou atrás de Alagoas, que registrou uma taxa de 125,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.

De acordo com o estudo, Espírito Santo registrou, em 2008, uma taxa de 120 assassinatos de jovens para cada 100 mil habitantes. "O Mapa ainda mostra quatro cidades do Espírito Santo [nas 20 primeiras posições] com altos índices de homicídios. E a gente sabe que mais de 80% desses jovens [assassinados] são negros”, comenta.

 

Além dos homicídios, a juventude capixaba ainda chamará a atenção para o "extermínio simbólico”. "Ser negro no Brasil ainda é visto como algo ruim”, desabafa Karina, destacando a ausência de políticas públicas.

A integrante do Fejunes reclama da postura dos governos do Espírito Santo em relação à juventude. "No governo anterior, não teve política específica para a juventude nem para a juventude negra. E nesse governo que começou também não há perspectiva. O governador foi convidado para a Conferência Estadual de Juventude, por exemplo, e não compareceu”, critica.

 

Karina ainda lembra que no último dia 30, durante a Marcha Capixaba Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, os manifestantes entregaram ao governo do estado um documento com diversas reivindicações da juventude. "A gente entregou as propostas para o governo. Mas, até agora, nada”, lamenta.

 

Dentre as demandas, os jovens pedem a "implementação real” da Lei 7.723/04, que estabelece as políticas de igualdade racial no estado, e discutem sobre segurança pública. "A resposta do estado para segurança pública é a construção de mais presídios, armamento mais forte, sem a preocupação com os direitos humanos. E não é isso o que queremos. Queremos políticas públicas que atendam a todas as pessoas”, ressalta.

 

Mais informações em: http://www.fejunes.org.br/

 

Fonte: Adital (Karol Assunção)

 

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