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Apesar de dados positivos, Dia Mundial de Luta contra a Aids traz à tona necessidade de novas estratégias

02/12/2011

Chegar a zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a Aids são os objetivos para o combate à epidemia apresentados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (Onusida, na sigla em inglês) em recente relatório e também no Quarto Fórum de Alto Nível sobre a Eficácia da Ajuda, que ocorre desde terça-feira (29) até hoje.

 

Apesar de considerar bons os resultados obtidos na última década, o órgão elaborou um novo marco para os investimentos destinados à Aids, "centrado em estratégias que tenham maior repercussão e valor". Segundo o documento, este novo enfoque evitaria pelo menos 12,2 milhões de novas infecções por HIV entre 2011 e 2020. Também se impediriam 7,4 milhões de mortes em decorrência da Aids.

 

O novo marco necessitaria de 24 bilhões de dólares e se concentraria em seis atividades - ações para populações vulneráveis (profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis); prevenção em crianças; programas para modificar comportamento; fomento e distribuição de preservativo; tratamento, apoio e atenção às pessoas com HIV/Aids; circuncisão masculina voluntária.

 

Calcula-se que, até o final de 2010, 34 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo, 2,7 milhões foram infectadas naquele ano e 1,8 milhão morreu em decorrência da Aids. Apesar dos altos números, o relatório mostra que as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas com a Aids decaíram. "As novas infecções pelo vírus se reduziram em 21% desde 1997, e as enfermidades relacionadas com a Aids diminuíram em 21% desde o ano de 2005”, afirma.

 

De acordo com ONUSIDA, ampliação do acesso ao tratamento evitou 2,5 milhões de mortes desde 1995. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) informam que 47% (equivalente a 6,6 milhões) dos 14,2 milhões de pessoas que são elegíveis para o tratamento em países de baixa e média renda tiveram acesso ao antiretroviral em 2010.

 

No tocante à prevenção também houve avanços, com a redução "significativa”, segundo avalia o relatório, de novas infecções. Na África subsaariana, as infeccções caíram em mais de 25%, porcentagem parecida com a da África do Sul, o país com maior número de infecções por HIV. No Caribe, o nível de redução também ficou em 25%, até mais do que isso na República Dominicana e na Jamaica. No Sudeste da Ásia, diminuiu em mais de 40% entre 1996 e 2010. Já a Índia registrou queda de 56%.

 

Contudo, o número de novas infecções por HIV continua aumentando na Europa Oriental e Central, Oceania, Oriente Médio e África Setentrional.

 

Observando os grupos sociais, ONUSIDA indica que houve mudança no comportamento sexual dos jovens – menos parceiros, retardamento do início da vida sexual e mais uso de preservativos –, determinando queda da infecção por HIV em pelo menos 21 dos 24 países com prevalência do HIV igual ou superior a 1%.

Em países como Burkina Faso, Congo, Gana, Nigéria e Togo, a infecção caiu em 25% entre os jovens. Atualmente, a epidemia afeta 5 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos.

 

Entre os homens, a circuncisão voluntária é apontada como um fator que diminui possibilidade de contaminação. "Os estudos demonstram que se evitou 2 mil novas infecções por HIV na província de Nyanza, Quênia, depois que a circuncisão masculina voluntária aumentou”, afirma. Além disso, o relatório estima que 20 milhões de circuncisões na África Oriental e Meridional impediriam cerca de 3,4 milhões de novas infecções pelo vírus até 2015.

 

O impacto positivo também atingiu as crianças. Desde 1995, foram evitadas 400 mil novas infecções por HIV, devido ao aumento do acesso a tratamentos antiretrovirais, cobrindo 48% das gestantes com HIV e evitando a transmissão do vírus pela mãe.

 

Em comunicado, a Fundação para Estudo e Pesquisa da Mulher (Feim, na sigla em espanhol) lembrou ainda a importância de se pensar políticas específicas para meninas e mulheres, que dêem conta da relação entre HIV/Aids e a violência de gênero, sofrida por oito em 10 mulheres com o vírus, como apontou com países da América do Sul.

 

Além disso, melhor atenção à saúde sexual e reprodutiva de quem vive com HIV e deseja ser mãe; e mais acesso ao preservativo feminino.

 

Fonte: Adital (Camila Queiroz)

 

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