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Governo Federal rompe com a ASA Brasil, com o P1MC e com o P1+2

12/12/2011

Fonte: ASA - Articulação no Semi-Árido Brasileiro

Rema Atlantico

João Suassuna

12/12/2011

 

Prezados Companheiros,

 

Gostaríamos de informar que ontem a coordenação da ASA foi convocada para um reunião com o MDS em Brasilia e o desfecho final foi o comunicado de que o Governo Federal não mais fará parceria com a ASA através da AP1MC, que sua estratégia é fazer as ações do Água para Todos pelos estados e municípios, negando uma caminhada de mais de 8 anos, onde a ASA não só apenas construiu o P1MC e o P1+2, como uma nova perspectiva de empoderamento das famílias e por conseguinte, protagonista da construção da politica pública de acesso a água que hoje o MDS executa.

 

O que o governo Dilma está propondo é apagar uma das mais belas e exitosas experiências de participação social e construção de cidadania pelos os que sempre foram marginalizados, mas, tomaram a história em suas mãos e trouxeram para o centro do debate, o conceito e as iniciativas de convivência com o Semiárido.

Enquanto rede, precisamos nos articular nos estados e municípios num movimento que dê conta de visibilizar para o governo a estratégia errônea, injusta e desrespeitosa que vem tratando a ASA a sociedade civil organizada do Semiárido brasileiro, que apesar de todos os relatórios recentes favoráveis da CGU, TCU e depoimentos públicos da Secretaria Executiva da CGU de que a ASA é uma das experiências mais exitosas em gestão de recursos públicos no país.

 

Nós, que terminamos o ano de 2010 com o reconhecimento público do governo brasileiro, recebendo das mãos do presidente Lula o prêmio de Direitos Humanos na linha de enfrentamento da pobreza, somos agora surpreendidos com a posição do governo Dilma de que a ação da ASA não é mais estratégica.

A posição do governo brasileiro na reunião de ontem foi clara: não tem mais interesse em continuar apoiando o P1MC e o P1+2.

 

Precisamos cada organização, entrar em contato com as famílias, comissões municipais, lideranças, parlamentares, governadores e demais parceiros que acreditam e reconhecem a ação da ASA na construção de um Semiárido mais justo para as famílias.

 

Estamos fazendo vários contatos com pessoas e organizações que apoiam a ASA para juntos revertermos este quadro. Vamos fortalecer essa corrente de solidariedade e luta para continuarmos construindo um Semiárido mais justo para os homens e mulheres da região.

 

Estamos lutando com toda a nossa força e conclamamos todos e todas a construirmos o enfrentamento e a defesa de nosso Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido.

Coordenação Executiva da ASA Brasil

 

Comentário de João Suassuna

 

Além de queda...coice.

 

São em número de três, as atuais propostas de abastecimento hídrico da população do Setentrional nordestino: a Transposição do rio São Francisco, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, o Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano, capitaneado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Programa Um Milhão de Cisternas, executado sob a coordenação da ASA Brasil.

 

A Transposição foi concebida para o abastecimento de 12 milhões de pessoas no Setentrional; o Atlas Nordeste, de 34 milhões, em municípios nordestinos de até 5.000 habitantes e o programa Um Milhão de Cisternas, de cerca de 10 milhões de almas espalhadas de forma difusa pelo Semiárido. Há 17 anos estamos envolvidos com essas questões, avaliando e divulgando de seus resultados.

 

No momento, a transposição do Velho Chico encontra-se com suas atividades em processo de desaceleração e com seus objetivos voltados ao atendimento do grande capital; o Atlas Nordeste, mesmo orçado com a metade dos custos previstos na transposição, e de possuir abrangência social muito maior, não recebeu a prioridade devida no Plano de Aceleração de Crescimento do País (o PAC), ficando suas ações na dependência do estabelecimento de momento propício para sua realização.

 

Já a proposta da ASA Brasil, que vinha merecendo atenção especial dos movimentos sociais, pela realização de cerca de 35% do cronograma de metas inicialmente estabelecido (da construção de um milhão de cisternas rurais), e por ser um programa voltado à solução definitiva dos problemas de abastecimento da população difusa do Polígono das Secas e de convívio com o Semiárido, inexplicavelmente deixou de receber o apoio das autoridades, num momento, parafraseando Apolo Lisboa, à estupidez, à politicagem e à burrice, além de ser colocado em xeque todas as expectativas geradas pela população assistida, principalmente na sua crença de ser a única saída para a solução definitiva dos problemas de abastecimento existentes no Semiárido, principalmente com o destino da água voltado para a potabilidade e cocção de alimentos.

 

Esta é realmente uma crueldade que está sendo praticada com sertanejo, trazendo, como conseqüências, as velhas indefinições aos graves problemas de abastecimento que sempre existiram na região. Fatos como esses só vêm a entristecer o nosso país e, sobretudo, a população sofrida do Nordeste seco.

 

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