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Camponesas entregam documento contra privatização ao presidente da Embrapa

06/03/2012

As 500 trabalhadoras rurais da Via Campesina continuam acampadas na Embrapa Arroz e Feijão, no município de Santo Antônio de Goiás, em Goiás, para pressionar o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, a receber as lideranças do movimento.

 

A pauta das mulheres será entregue às 16h desta terça-feira (6/3), em Brasília, ao presidente da Embrapa, Pedro Arraes, que receberá uma comissão formada por integrantes dos movimentos sociais.

 

As trabalhadoras exigem a manutenção da Embrapa 100% pública e a retirada do Projeto de Lei 222/08 (Embrapa S/A), que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa

 

 

O autor da proposta é o senador Delcídio Amaral (PT-MS). Atualmente, a matéria tramita no Senado sob a relatoria de Gim Argello (PTB-DF), que apresentou parecer favorável à proposta no dia 1º de fevereiro.

O protesto cobra também audiência com o ministro da agricultura; participação no Conselho de Administração (Consad) da empresa e um programa de pesquisas para a agricultura familiar camponesa agroecológica, com contratação de novos pesquisadores e pessoal de apoio à pesquisa.

 

Rosana Fernandes, da coordenação da Via Campesina, explica que a escolha da Embrapa como alvo da mobilização das camponesas nesta semana do Dia Internacional da Mulher é emblemática porque a pesquisa agropecuária pública tem sido sistematicamente apropriada e influenciada por interesses de grupos privados.

 

“A Embrapa é essencial para a segurança alimentar dos brasileiros e para o fortalecimento da agricultura familiar agroecológica. Portanto, queremos que ela continue pública e passe a dar mais atenção aos pequenos produtores”, afirmou.

 

A diretora de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF), Mirane Costa, permanece no local desde ontem. “Estamos aguardando a chegada da Polícia Federal a qualquer momento. Infelizmente, a presidência da Embrapa continua adotando a postura equivocada de não dialogar com os movimentos sociais”.

 

A ocupação é parte da Jornada de Lutas das Mulheres Camponesas 2012, organizada pela Via Campesina, composta pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) entre outros.

 

Apoio

 

Assim que souberam da ocupação, diretores nacionais do SINPAF foram para o local prestar solidariedade ao movimento e intermediar um diálogo com a chefia da unidade. Pedro Machado, chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, recebeu os sindicalistas e afirmou que estaria aberto ao diálogo para evitar uma atuação violenta da Polícia Federal em caso de reintegração de posse.

 

Durante a reunião com os representantes do SINPAF, Pedro Machado reconheceu que a pauta do movimento é legítima e que as reivindicações são justas. Ele afirmou que havia encaminhado a pauta da Via Campesina para o presidente da empresa, Pedro Arraes.

 

Fonte: Página do MST

 

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