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8 de Março: Mulheres do campo enfrentam as piores desigualdades em vários aspectos

09/03/2012

De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho, a maioria das mulheres que está no campo é trabalhadora familiar não remunerada, que está constantemente exposta a trabalhos precários. E quando recebe, embolsa cerca de 25% menos que os homens e trabalha mais horas. Estes dados enfatizam que neste 8 de Março – Dia Internacional da Mulher – a data segue sendo de luta, de resistência, de organização em busca de um mundo mais igualitário.

 

O avanço do capitalismo na agricultura, a falta de políticas públicas voltadas para o campo e reconhecimento da força laboral das mulheres neste cenário são alguns dos pontos mencionados pela Via Campesina Internacional para demarcar o 8 de Março.

 

"Reitaramos como condição essencial elevar o nível de consciência de todas e todos, valorizando o grande protagonismo e a importância que tem a participação das mulheres na agricultura camponesa, conservando os saberes ancestrais e cuidando das sementes, garantindo a biodiversidade e a soberania alimentar dos povos. É lamentável que as mulheres rurais que produzem 80% dos alimentos no mundo sejam proprietárias somente de 2% das terras”, afirma o comunicado da Via Campesina.

 

Também nesse contexto, a OIT dedicou o tema das mulheres rurais ao 8 de Março deste ano de 2012. "Empoderamento das mulheres rurais – erradiquemos a pobreza e a fome” é o título do comunicado que homenageia as camponesas de todo o mundo, lembrando a valor da mulher rural, peça chave para alimentar as famílias, aumentar a renda do lar e ajudar no crescimento e desenvolvimento de suas comunidades. Estas mulheres e meninas, empresárias, trabalhadoras agrícolas, autônomas e responsáveis por empresas familiares - que representam uma de cada quatro pessoas no mundo - são as mesmas responsáveis por toda a carga do trabalho doméstico e pelo cuidado com os filhos.

 

"Apesar disso, elas enfrentam algumas das piores desigualdades no acesso a serviços sociais, a terra e a outros bens produtivos. Isso priva a elas e ao mundo de alcançar seu pleno potencial (...). Não se poderá encontrar nenhuma solução duradoura às principais mudanças atuais – das mudanças climáticas à instabilidade política e econômica – sem o empoderamento pleno e sem a participação das mulheres do mundo”, ressaltou Bachelet Directora, diretora executiva de ONU Mulheres em mensagem sobre o oito de março.

 

Enquanto elas se esforçam para dar conta das diversas jornadas de trabalho, fica cada vez mais distante a possibilidade de se dedicar à educação, capacitação e atividades econômicas remuneradas. Isto se reflete, por exemplo, na quantidade de mulheres analfabetas no mundo. Do total de pessoas que não sabe ler e escrever - 796 milhões - mais de dois terços são mulheres, muitas das quais vivem no campo.

 

Com vistas nisso, a OIT pede que os Estados homenageiem concretamente estas mulheres rurais e fomentem políticas públicas para que elas possam impulsionar o crescimento econômico rural e a redução da pobreza. ONU Mulheres também faz um pedido neste sentido e apela para se quebre o ciclo de exclusão da mulher, sobretudo, nas esferas política e econômica, gerando assim o fortalecimento da democracia e da justiça.

 

Uma prova de que o caminho certo para reduzir a fome é investir nas mulheres rurais é o fato de que, se elas tivessem acesso aos mesmos recursos que os agricultores, cairia entre 100 e 150 milhões o número de pessoas faminta e se reduziria drasticamente a quantidade de crianças desnutridas, revelou Bachelet.

Dia Internacional

 

Desde 1910, o 8 de Março é celebrado como Dia Internacional da Mulher. A escolha da data não foi aleatória. Neste mesmo dia e mês, mas no ano de 1857, operárias de uma fábrica de tecido em Nova Iorque, Estados Unidos, entraram em greve. Elas reivindicavam redução da carga horária de 16 para dez horas diárias, melhores condições de trabalho, tratamento digno e salários iguais aos dos homens, pois elas ganham cerca de um terço do salário deles.

 

A reivindicação não foi tolerada. Após serem reprimidas violentamente, as operárias foram trancadas na fábrica e o prédio incendiado. Cerca de 130 mulheres morreram no atentado. Em 1910, para relembrar o episódio e homenagear todas as mulheres, foi criado o Dia Internacional da Mulher durante Reunião da Internacional Socialista em Copenhague.

 

Fonte: Adital, por Natasha Pitts

 

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