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Xavante de Marãiwatsédé dizem não a pressões para transferência da terra indígena

12/03/2012

Representantes Xavante de Marãiwatsédé e políticos de Novo Santo Antônio têm encontro com governador Silval Barbosa nesta segunda-feira, às 18h, na Casa Civil, quando vão rechaçar pressões para transferência de indígenas para o Parque Estadual do Araguaia.

 

Oito Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé e uma comissão formada por parlamentares de Novo Santo Antônio que rejeitam a possibilidade de transferência de indígenas para o município, marcaram uma reunião para hoje, 12 de março, às 18h na Casa Civil. Na semana passada, os indígenas protocolaram no Ministério Público Federal, em Cuiabá, uma carta desqualificando a interlocução de índios Xavante de outras áreas em negociações promovidas por representantes da Assembleia Legislativa e políticos de São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia sobre a proposta de permuta da terra indígena pelo Parque Estadual do Araguaia.

 

A medida pretende reforçar o posicionamento indígena contra a transferência em meio ao aumento das pressões de fazendeiros e políticos locais, que obtiveram autorização do governo do estado de Mato Grosso para sobrevoar o Parque do Araguaia este mês levando indígenas Xavante de outras regiões sob o pretexto de vistoria na área.

 

De acordo com o documento entregue ao MPF e assinado por mais de 370 indígenas de Marãiwatsédé, nenhuma liderança que não seja o cacique Damião Paridzané tem legitimidade para negociar com fazendeiros e políticos que tentam convencer os indígenas a deixar seu território tradicional homologado pela União desde 1998. “Não queremos sair da querida terra Marãiwatsédé”.

 

“Em tempos antigos nunca foi ocupado pelos xavantes a área do Parque do Araguaia, mas onde estamos, provamos que o nosso habitat é aqui dentro da área Marãiwatsédé, onde tem cultura, vestígios, monumentos, espírito sagrado da floresta”, diz um trecho da carta.

 

Em junho de 2011, o governador Silval Barbosa sancionou a lei A lei 9.564, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, José Riva e do deputado estadual Adalto de Freitas, autorizando a permuta de áreas do Parque Estadual do Araguaia (200 mil hectares) com a União em troca da Terra Indígena Marãiwatsédé, infringindo, entre outros dispositivos, o artigo 231 da Constituição Federal, que diz que “as terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”.

 

Sobre a Terra Indígena Marãiwatsédé

 

A Terra Indígena Marãiwatsédé tem 165 mil hectares no município de Alto Boa Vista, no nordeste de Mato Grosso, e foi homologada pela União em 1998. Atualmente vivem em uma aldeia 800 índios, que após terem sido retirados à força nos anos 60 pelo governo militar, hoje lutam para recuperar a soberania alimentar e territorial em uma área invadida por latifundiários produtores de grãos e gado.


Contatos com imprensa

 

Representante Xavante de Marãiwatsédé – Cosme: 66 84133621

OPAN - Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 81115748

Email: comunicacao@amazonianativa.org.br

http://www.amazonianativa.org.br

 

Fonte: OPAN

 

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