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MAB repudia tentativa da Camargo Corrêa e consórcio ESBR de criminalizar trabalhadores

09/04/2012

Nós, trabalhadores e atingidos por barragens, viemos a público manifestar nosso repúdio à tentativa da empresa Camargo Corrêa e do consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A de caracterizar os trabalhadores da hidrelétrica de Jirau como vândalos face aos protestos ocorridos no canteiro de obras na madrugada do dia 03 de abril.

A criminalização dos trabalhadores devido aos incidentes daquela data é uma estratégia para desqualificar as justas reivindicações dos operários frente às condições desumanas de trabalho nessa obra.

 

Várias outras revoltas semelhantes já haviam ocorrido e vêm ocorrendo nas grandes obras de infra-estrutura em varias partes do Brasil, em especial em outras usinas como Santo Antônio (RO) e Belo Monte (PA). Através delas, os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho (como alojamento, segurança, transporte e alimentação), obtenção de melhorias (como direito a “baixada” – visita aos familiares -, plano de saúde e cesta básica) e aumento das remunerações (como salários, hora-extra, participação nos lucros).

 

Na nova revolta dos operários em Jirau, evidenciam-se dois aspectos centrais: a superexploração do trabalhador, marcada principalmente pelos baixos salários frente às previsões de lucro do empreendimento (R$ 50 bilhões em 30 anos), e a Lei de Greve, que restringe e cerceia a oportunidade do exercício do direito de greve. Esses mecanismos mostram a intenção das grandes empresas em elevarem ao máximo seus lucros em detrimento do mínimo de qualidade de vida aceitável para qualquer trabalhador.

 

Historicamente, os trabalhadores só conseguem garantir seus direitos através de grande pressão. A luta dos trabalhadores das obras é a mesma luta dos atingidos por barragens, pois buscam garantir os direitos do povo brasileiro frente à exploração do capital. Dessa forma, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é solidário à luta dos operários das barragens e dos trabalhadores brasileiros por seus direitos.

 

Fonte: MAB

 

 

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