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Mudanças no Código Florestal fazem desmatamento crescer 96% em MT

09/04/2012

Entre agosto de 2011 e março deste ano, cresceram na Amazônia Legal as áreas de alerta para desmatamento - aquelas já com algum grau de desmatamento. De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesse período, foram detectados 1,39 mil quilômetros quadrados de terras com algum grau de desmatamento nos nove estados da Amazônia Legal. Em Mato Grosso, houve crescimento de 96% no desmate.

A análise prévia do Ministério do Meio Ambiente, feita com base em relatos de agentes, é a de que a devastação pode ter relação com a percepção de alguns desmatadores de que o Código Florestal, em votação no Congresso, irá anistiá-los.

- Não temos aumento do desmatamento absoluto, temos um pico no Mato Grosso, em fevereiro. Tem tendência de redução, em termos reais - afirmou ontem a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Outro dado levantado pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usado pelo Inpe, foi o aumento da devastação em Roraima: 363% naquela região. Apesar de Roraima ter um percentual elevado, proporcionalmente, a área atingida no estado de Mato Grosso é dez vezes maior.

- Há várias indicações no caso de Roraima. Uma delas é a migração da atividade madeireira do Pará para Roraima. Há associação também que pode ser de migração e atividades econômicas que levem a desmatamentos ilegais. Ainda não sabemos quanto disso é ilegal. É obvio que está acontecendo algum fenômeno, e estamos observando - disse a ministra.

Segundo a ministra, há relatos de que os desmatadores acreditavam em maior anistia com a lei ou ainda que o Ibama não teria poder de fiscalização e de aplicar multas:

- Algumas colocações foram feitas por pessoas na área, não sabemos se é verdade, mas sinalizam que ainda tem gente que está desmatando acreditando que pode ser anistiado - um debate ligado ao Código Florestal e à lei estadual - disse a ministra, refutando o argumento de que o Ibama teria perdido o poder de autuação.

 

Fonte: O Globo

 

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