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O “veta, Dilma” na ordem do dia

26/04/2012

Movimentos sociais e organizações civis querem que a presidenta Dilma Rousseff cumpra a promessa de campanha de não anistiar desmatadores e que vete na íntegra o novo Código Florestal – em caso de aprovação do texto.

 

Nos dias 07 e 11 de março, duas manifestações contra o Código foram realizadas em Brasília por ambientalistas, ONGs, pescadores, ribeirinhos e movimentos sociais, exigindo o veto. Mulheres da Via Campesina cobraram o posicionamento da presidenta em protestos por todo o país no dia 08 de março. Em São Paulo, manifestantes fizeram atos no centro da cidade relembrando o compromisso da presidenta.

 

Se sancionado, o novo Código Florestal deve provocar modificações profundas no modo de vida das populações do campo. A expectativa é de uma valorização ainda maior das terras agricultáveis, aumento do desmatamento, alteração do equilíbrio ambiental e mais expulsão de nativos de terras indígenas, ribeirinhas, quilombolas e da agricultura familiar.

 

“Há uma disputa entre o capital financeiro e as comunidades tradicionais e os trabalhadores rurais pelos territórios. Os movimentos precisam continuar nas ruas para pressionar a presidenta e também para gerar mobilização na população que tem indignação, mas não se mobiliza”, pontua o engenheiro florestal e integrante da Via Campesina, Luiz Zarref que ressalta a necessidade de veto integral ao projeto. “Porque o texto é todo muito bem amarrado, não dá pra fazer vetos parciais”, conclui.

 

Essa também é a avaliação de Cleber Buzatto, integrante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Para ele, a aprovação do novo Código tende a fortalecer o agronegócio. “Por isso, a importância desse momento histórico e da articulação dos movimentos do campo. Se os povos do campo, os povos indígenas e ribeirinhos não se unirem estaremos diante de uma ditadura do agronegócio, algo extremamente danoso. É um momento de unidade, de fortalecimento da luta, de embate político e de mobilizações”, defende.

 

Segundo Buzatto, a alteração da legislação ambiental abre precedente para ataques na legislação indigenista. “Com a aprovação do Código a tendência é que haja uma pressão ainda maior sobre o território indígena já demarcado e sem demarcação pois há a valorização da terra e a disputa por esse espaço”, afirma.

 

Fonte: Brasil de Fato

 

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