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No marco da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, movimentos realizam Xingu+23 contra Belo Monte

22/05/2012

No mesmo período em que acontece a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e a Cúpula dos Povos na Rio+20, o Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) e seus parceiros promoverão o Xingu +23. O evento faz uma alusão ao 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, ocorrido em 1989, e deseja unir os atingidos pela hidrelétrica para debater a resistência à obra.

 

De acordo com Verena Glass, jornalista e assessora do MXVPS, um dos objetivos deste encontro, cujo slogan é ‘Ocupe. Esse rio é nosso', é mostrar ao mundo "o desastre que é Belo Monte”.

 

"Temos a sensação de que é necessário fazer algo enquanto várias pessoas estão no Brasil discutindo as mudanças climáticas e as saídas para um desenvolvimento sustentável. Hoje se tem defendido muito as energias renováveis, contudo além de serem renováveis as energias também precisam ser limpas, o que não acontece com as hidrelétricas da Amazônia, que são poluidoras”, explica.

 

A jornalista acrescenta que no caso da hidrelétrica de Belo Monte ainda existem os impactos diretos, como o desmatamento. Hoje a cidade de Altamira, no Pará, palco da obra, é campeã de desmatamento no Estado. Já no caso dos impactos indiretos, Verena cita o pseudo-desenvolvimento e a chegada de milhares de pessoas em busca de moradia e emprego. "Belo Monte não é sustentável e os impactos sociais são terríveis”, diz.

 

A programação do Xingu+23 acontecerá de 13 a 17 de junho na Comunidade Santo Antonio, em Vitória do Xingu. O Encontro será aberto com a missa comemorativa ao dia de Santo Antonio e no dia 16 acontece o tradicional festejo em homenagem ao padroeiro da comunidade. São esperadas cerca de 500 pessoas de várias partes do Brasil para participar de atividades culturais, debates, seminários e protestos.

 

O Encontro terá como foco os atingidos pela obra e por este motivo será realizado em Santo Antonio. Grande parte dos moradores desta comunidade foi desalojada pela Norte Energia para dar andamento às obras da hidrelétrica. Além deles, agricultores, pescadores, ribeirinhos e indígenas também estarão presentes para debater a resistência à Belo Monte e conversar sobre o futuro deles e de suas famílias.

 

Acadêmicos/as ativistas, estudantes, integrantes de movimentos sociais e demais apoiadores da causa se farão presentes. Uma comissão de artistas liderada pelo ator Sérgio Marone, do Movimento Gota d'Água, também participará do Encontro.

 

De acordo com Verena, o Xingu +23 será estruturado em forma de acampamento. Sendo assim, os/as interessados/as em participar terão que levar em sua bagagem barraca, rede e demais objetos pessoais e de primeira necessidade. A alimentação e as estruturas do evento serão simples, além do quê não há sinal para celular, telefone, acesso à internet ou energia elétrica no local.

 

Como preparação ao Encontro, o Comitê SP do Xingu+23 realizada nos anfiteatros da Geografia e da História da Universidade de São Paulo (USP), de amanhã (23) até sexta-feira (25), o seminário "Xingu +23: Encontro dos Povos da Amazônia, em defesa dos rios, das florestas e da vida!”

 

Mais informações sobre o evento, acesse: http://www.xinguvivo.org.br/x23/

 

1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu

 

De 20 a 25 de fevereiro de 1989, na cidade de Altamira, mais de três mil pessoas deram corpo ao 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu. O evento, promovido pelos Kaiapó, tinha como intenção protestar contra as decisões adotadas na Amazônia sem a participação dos índios e repudiar a construção do Complexo Hidrelétrico do Xingu.

 

O Encontro ganhou notoriedade da mídia e até hoje é lembrado por episódios como o momento em que a índia Tuíra levantou-se da plateia e encostou a lâmina de seu facão no rosto de José Antônio Muniz Lopes, então presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

Fonte: Adital, por Natasha Pitts.

 

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