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Rio+20: momento de refletir passado, presente e futuro

15/06/2012

Integrantes do Inesc participarão ativamente da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental – evento que acontece paralelamente à Rio+20 e pretende apresentar um contraponto ao processo de mercantilização da natureza, expressa na proposta da economia verde.

 

Movimentos sociais e organizações da sociedade civil global estarão reunidos entre os dias 15 e 23 de junho na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. Este evento acontece paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20. Iara Pietricovsky e José Antônio Moroni, membros do colegiado de gestão, comporão mesas que integram a programação da Cúpula dos Povos. Além disso, mais quatro assessores políticos da entidade: Alessandra Cardoso, Alexandre Ciconello, Cleomar Manhas e Lucídio Bicalho estarão no encontro.

 

Para Pietricovsky, antropóloga, membro do colegiado de gestão do Inesc e do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20, os dois eventos “são expressões de um momento de inflexão e urgência na busca de mudança de modelo. É um repensar de paradigmas que vêm historicamente orientando as relações de poder, produção e consumo dos/entre os países e povos do Planeta Terra. Esta é uma conferência e, mais que isso, um processo que nos obriga a refletir com seriedade e responsabilidade sobre o que fizemos (passado), como estamos (presente) e o que queremos (futuro)”.

 

A Rio+20 oficial marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial – a chamada “economia verde” e a institucionalidade global – é considerada pela Cúpula como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas.

 

O evento da sociedade civil pretende apresentar um contraponto ao processo de mercantilização da natureza, expressa na proposta da economia verde. Iara afirma que a Cúpula dos Povos será um momento importante de mobilização popular.  “Nós, da Cúpula dos Povos, nos juntamos para reorganizar nosso campo de luta para disputar sentidos e realizar o contra-ponto, a contra-hegemonia necessária à afirmação daquilo que acreditamos que deva ser o norte da humanidade: processos diversos, democráticos e de afirmação dos direitos humanos de forma radical e inegociável”, afirma.

 

Saiba mais sobre o assunto

 

O Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 (CFSC) preparou o desenho da Cúpula dos Povos e do território que as organizações e representantes da sociedade civil irão ocupar no Aterro do Flamengo. O espaço será organizado emgrupos de discussão autogestionados, na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem com a sociedade sobre suas experiências e projetos, chamado de Territórios do Futuro. As ações da Cúpula estarão todas interligadas.

 

Veja toda a programação

 

A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos – o principal fórum político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com isso, esperamos afirmar paradigmas novos e alternativos construídos pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período.

 

Os três eixos são: denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, soluções e novos paradigmas dos povos e estimular organizações e movimentos sociais a articular processos de luta anticapitalista pós-Rio+20.

 

Fonte: Inesc

 

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