ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • Fórum Social Mundial

MST ocupa bancos por políticas de combate aos efeitos da seca em Alagoas

26/06/2012

Mais de 1.500 famílias organizadas no MST estão mobilizadas em três regiões de Alagoas para denunciar a incapacidade dos governos de estabelecerem políticas de combate aos efeitos da seca que assolou o Nordeste nos últimos meses.

 

Três agências do Banco do Nordeste foram ocupadas como forma de pressionar pela liberação de crédito para as vítimas da estiagem e outras políticas que não atendem a população.

Com um grande contingente de agricultores oriundos da Zona da Mata, o Movimento chegou à capital Maceió para ocupar a superintendência estadual do BNB.

 

Mais de 500 Sem Terra partiram em carreata do acampamento Dandara, em frente ao Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), até a sede do banco no município.

 

No Sertão, outro contingente ocupa a agência do banco de Mata Grande, em crítica às políticas para a Reforma Agrária de Dilma.

 

“Vemos muita propaganda, mas as políticas não se efetivam e, quando vêm, somente aparecem conjunturalmente, sem alterar as bases dos problemas”, afirma Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST.

 

“A questão da seca não é estritamente um problema climático, mas a consequência das políticas dos governantes para a região historicamente atingida, para manter a política de dependência, clientelismo, coronelismo”, adverte.

 

Os agricultores avaliam que políticas estruturais nunca chegam, como a garantia do acesso a água, cuja ausência mobiliza a rede de privatização das águas, hoje escancarada nos carros-pipa e toda indústria da seca. Esclarecem também que a minimização das consequências de estiagem depende ainda de outras políticas, como a prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

O Incra encerrou a prestação do último convênio de Ater no fim de 2011 e, até agora, assentamentos de toda Alagoas estão sem orientação técnica e social, direito negado por ingerências no órgão e na política de Reforma Agrária. O governo Dilma está impondo uma agenda negativa à Reforma Agrária, com diminuição de orçamentos, estruturas do Incra, aquisições de terra e políticas destinadas às famílias.

Sem a Assistência Técnica, os formulários de acesso a créditos, como o estiagem por exemplo, já burocráticos, se tornam intransponíveis pelos agricultores, afastando-os dos benefícios ora anunciados. Cobrando também a negociação de dívidas adquiridas com os bancos, entre 26 e 28 de junho agricultores de Alagoas e outros Estados de Nordeste e Sul se mobilizam numa jornada conjunta que alerta para a situação emergencial vivida pelas regiões.

 

Fonte: Página do MST, por Rafael Soriano

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI)

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - 01223-010
11 3237-2122
abong@abong.org.br

design amatraca