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Rio+20: AMNB faz intervenções estratégicas no Território Global das Mulheres

28/06/2012

Como construir um mundo sem propriedade? Estamos prontas para assumir este compromisso? A provocação foi feita por Jurema Werneck, coordenadora da ONG Criola e membro da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), na tribuna livre sobre a defesa dos bens comuns contra a mercantilização da vida realizada no Território Global das Mulheres durante a Cúpula dos Povos na Rio+20.

 

Werneck lembrou que a ideia de propriedade privada é contrária à proposta do bem comum. De acordo com ela, mulheres e homens precisam se questionar até que ponto estão dispostos a abrir mão de tudo o que possuem. “A mulher negra teve uma experiência terrível na época da escravidão e nossa sociedade ainda está na ideia de propriedade. Será que é certo em pleno século XXI vivermos na perspectiva da propriedade privada? São poucas as pessoas no mundo que passam a ter a propriedade de tudo. O nome disso é monopólio. A água, por exemplo, já foi privatizada em suas fontes, rios e oceanos. Nós bebemos água em garrafa e achamos isso natural. Mas não é!", garantiu Werneck.

 

Já a quilombola Raimunda Gomes de Moraes – presidente da Associação de Quilombolas São Bernardino, que reúne 15 comunidades no município de Moju, na zona rural do Pará – fez uma denúncia contra a devastação na vida de 800 famílias causada pela presença da Vale do Rio Doce na região desde 2004. “São 800 famílias remanescentes de quilombos que estão sendo prejudicadas e perderam suas terras. São famílias que não tem mais o que fazer e hoje estão com um pedacinho de roça para ter o que comer”, denunciou.

 

A criminalização dos quilombolas também tem sido uma prática recorrente na região. Dona Raimunda, como é popularmente conhecida, vem sendo perseguida judicialmente pela Vale do Rio Doce. “Eu e alguns companheiros estamos sofrendo processo na justiça porque brigamos pelo que é nosso. Nem parece que existe na nossa constituição tantas leis que amparam os quilombolas”, questionou.

 

Além da tribuna sobre os bens comuns, as mulheres negras fizeram intervenções sobre racismo patriarcal e o desenvolvimento sustentável nos encontros ocorridos no Território Global das Mulheres. Lucia Xavier, coordenadora da ONG Criola, por exemplo, participou da tribuna sobre “Direitos e Justiça Socioambiental”. Já a bióloga Cleusa Aparecida Silva, da Casa Laudelina de Mello falou na tribuna sobre “Trabalho: por uma outra economia e novos paradigmas da sociedade”.

 

Fonte: AMNB

 

 

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