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Mobilizações em favor de Lugo têm continuidade no interior e na capital

02/07/2012

As mobilizações contra o ‘golpe de Estado expresso’ no Paraguai e pela volta de Fernando Lugo ao poder continuam a acontecer no país. Nesta segunda-feira (2), a partir das 18h, acontecerá um ato popular na Praça da Democracia, em Assunção, enquanto no interior do país também serão realizadas atividades de resistência.

 

O ato popular, que está sendo organizado pela Coordenadora Nacional pela Defesa da Democracia, sairá de várias partes da capital. Alguns manifestantes vão se concentrar na Avenida Eusebio Ayala Km 4,5, enquanto outros vão se reunir, antes da saída, da Avenida Artigas com a Venezuela. Aqueles e aquelas que discordam do modo como Lugo foi retirado da cadeira presidencial são convidados a participar.

 

Todos/as sairão de pé, bicicleta, de carro ou moto rumo à Praça da Democracia, onde serão realizados números artísticos e intervenções de líderes das organizações sociais e políticas que formam a Coordenadora pela Defesa da Democracia.

 

Enquanto isso, no interior do país a população também continua reivindicando que Fernando Lugo seja reconhecido como único presidente do país. No departamento de San Pedro acontecem manifestações em Cruce Santa Rosa e Capiibary; em Alto Paraná a manifestação acontece na Ponte da Amizade, em Ciudad del Este; no departamento de Itapúa as atividades serão em Pirapey e na Ponte Internacional San Roque González de Encarnación; a população de San Juan Nepomuceno, em Caazapá, também vai se levantar. Em Caaguazú a manifestação vai acontecer no Km 147; no departamento de Concepción quem vai se manifestar é a população de Arroyito e em Misiones um ato está previsto para acontecer em Cruce Santa María.

 

Fora do país também existe preocupação com a situação política do Paraguai. Na manhã desta segunda-feira, uma missão de deputados representantes de países da União Europeia (EU) se reuniu com representantes da Frente Guasu e membros de movimentos sociais. Pela tarde, o encontro foi com Fernando Lugo.

 

A missão é formada por Willy Meyer, da Mesa Esquerda Unida da Espanha e vice-presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da UE e por Inés Cristina Zuber, do Partido Comunista Português e da Assembleia Parlamentar Euro-Latinoamericana.

 

O Paraguai também foi assunto da Organização dos Estados Americanos (OEA). Hoje o secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, junto a embaixadores se reuniu com as atuais autoridades máximas e atores políticos mais destacados do Paraguai. O primeiro encontro foi com o presidente Federico Franco e com o chanceler José Fernández Estigarribia.


Miguel Insulza e os Representantes Permanentes que integram a Missão especial ao Paraguai também se encontraram com Fernando Lugo, os ex-ministros de Relações Exteriores e da Presidência, e com os advogados do ex-presidente.

 

Contexto

 

No dia 21 de junho, o então presidente paraguaio Fernando Lugo foi a público para dizer que estava enfrentando um "golpe de Estado expresso” em seu país e que ele havia sido o alvo de um julgamento político injusto. Nem bem o dia seguinte amanheceu e a denúncia se confirmou.

 

Algumas das justificativas para sua destituição seriam as mortes de 17 pessoas, entre indígenas e policiais na fazenda de Curuguaty durante confronto armado com a polícia no dia 15, um ato político de seus aliados esquerdistas em instalação militar em 2009, a insegurança no Paraguai e o apoio à aprovação do Protocolo de Ushuaia, que reafirma o compromisso democrático entre os membros do Mercosul.

 

Foi dado a Lugo menos de 24 horas para se defender das denúncias, tempo que obviamente não foi suficiente. Com a votação no Senado e o resultado de 39 votos a quatro, o desfecho foi a destituição do presidente.

 

Fonte: Adital, por Natasha Pitts

 

 

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