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Organizações chamam à mobilização no Dia de Ação Continental Contra a Indústria Extrativa Canadense

31/07/2012

Organizações da Colômbia, Equador e Canadá estão convocando as comunidades afetadas pela indústria extrativa do Canadá a se mobilizarem amanhã – 1º de agosto – para realizarem o Dia de Ação Continental Contra a Indústria Extrativa Canadense em Grande Escala. A intenção é exigir o fim das atividades mineiras que exploram e causam prejuízos para a vida das populações e para o meio ambiente.

 

De acordo com a Corporação para a Educação, o Desenvolvimento e a Investigação Popular - Instituto Nacional Sindical (Cedins), da Colômbia, comunidades e organizações de diversos países realizarão atividades de protestos, manifestações pacíficas, campanhas de envio de cartas e ações em frente aos escritórios de companhias mineiras e das embaixadas canadenses.

 

Não por acaso o Canadá é o alvo. A Cedins destaca que 60% das companhias mineiras do mundo comercializadas publicamente estão na lista da Bolsa de Valores de Toronto (Toronto Stock Exchange – TSX), no Canadá. Estas empresas investem em mais de 3.200 projetos de exploração em mais de 100 países.

 

O Canadá é o maior participante na indústria de extração de recursos das Américas e tem 37% dos investimentos totais. Seus mercados financeiros nas bolsas de Toronto e Vancouver representam a maior fonte mundial de capital para as mineradoras que fazem a exploração e o desenvolvimento de projetos.

 

O outro lado deste ganho financeiro é o ônus deixado para as comunidades que moram nos territórios explorados ou próximos a eles. Os impactos vão de deslocamentos forçados, problemas crônicos de saúde e perda da biodiversidade, até o uso de territórios sagrados para indígenas, violações de direitos humanos, criminalização de ativistas que combatem a atuação das empresas mineiras e prejuízos ambientais e sociais, como desabastecimento hídrico e contaminação de rios e outras fontes de água.

 

Diante de todos estes problemas e das falsas promessas de emprego, crescimento econômico e desenvolvimento da região, organizações da Colômbia, Equador e Canadá fazem uma série de exigências, entre as quais está o desinvestimento. A medida consiste em o Governo canadense retirar os fundos públicos das empresas de extração de recursos – como exemplo os fundos de pensões investidos na empresa Goldcorp – e investi-los em programas de educação, moradia e saúde.

 

Outra exigência é que o Governo canadense facilite leis que estabeleçam normas de responsabilidade corporativas para as empresas canadenses que operam fora do país. Esta legislação deve conter punições para empresas envolvidas em violações de direitos humanos e deve permitir aos estrangeiros impetrar ações legais por danos em cortes canadenses.

 

O respeito aos mecanismos vinculantes de consulta comunitária e aos direitos coletivos reconhecidos internacionalmente, como o direito à consulta prévia, livre e informada, é também exigência que deve ser cumprida pelos governos e tribunais. Assim como a eliminação de todos os tratados de livre comércio e tratados bilaterais de investimento que colocam os direitos das corporações acima da vida.

 

As organizações interessadas em apoiar e participar das manifestações podem fazer contato escrevendo para: rburbano@hotmail.com.

 

Fonte: Adital, por Natasha Pitts

 

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