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Movimento Negro e CESE discutem Sustentabilidade das Organizações

16/08/2012

A CESE reuniu lideranças do movimento negro e feminista de nove estados do nordeste para discutir estratégias de fortalecimento de organizações que lutam contra as desigualdades raciais e de gênero. Durante os três dias do encontro, compartilharam experiências, participaram de oficina sobre relações de gênero e violência contra a mulher, discutiram a sustentabilidade de suas organizações e o papel da comunicação no fortalecimento delas.

 

O II Encontro de Fortalecimento Institucional faz parte do Programa Equidade Racial no Nordeste Brasileiro, desenvolvido em ação conjunta pela Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE), o Instituto Cultural Steve Biko e o Instituto Mídia Étnica, sendo apoiado pela Fundação W. K. Kellogg. Seu objetivo é desenvolver ações efetivas que contribuam para o combate ao racismo e às desigualdades de gênero.

 

Athayde Mota, Diretor Executivo do Fundo Baobá para Equidade Racial, lembrou da importância do apoio à questão racial hoje no Brasil. Para ele, o fato de o Brasil ser o único o país de maioria negra entre as maiores economias do mundo só faz reforçar essa necessidade. “Nesse momento de crescimento do pais, a questão racial se torna mais relevante porque aumenta a visibilidade do contraste entre a riqueza do país e a exclusão que os negros sofrem”, afirma. Essa posição é também uma oportunidade para que as organizações  na luta por direitos possam trabalhar no reforço de sua sustentabilidade. “É fundamental que a gente aprenda a arrecadar recursos. Não temos o hábito de pedir, mas precisamos”, afirma Athayde.

 

Participaram ainda do encontro, Guacira Oliveira, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, e Verena Glass, da Repórter Brasil. Guacira fez um panorama sobre as dificuldades de conseguir apoio e as desigualdades no tratamento de organizações que trabalham na defesa de questões raciais e de gênero. “Em pesquisa que realizamos, constatamos que apenas 0,02% do investimento social privado é direcionado ao apoio de ações que promovam a igualdade racial e de gênero no país. Esse número é uma barbaridade”, afirma. Para ela, fundos de apoio a projetos, como a CESE, “têm um papel importante de pautar o apoio a estas iniciativas”.

 

Nesse sentindo, Eliana Rolemberg, Diretora Executiva da CESE, trouxe a importância do apoio às questões racial e de gênero e o porquê de um programa como esse ser desenvolvido pela CESE. Para ela, “a questão racial está ligada a outros aspectos, como a violência, principalmente a relacionada às mulheres e jovens negros”. Essa situação agrava ainda mais o quadro de injustiças que sofrem essas pessoas e torna ainda mais importante um programa como esse, “dedicado a essa causa específica, mas que não perde a relação com o conjunto de ações que a CESE defende, que é o de fortalecer os movimentos sociais nas lutas pela transformação da sociedade, por justiça e por uma sociedade mais democrática”, afirma Eliana.

 

Fonte: CESE

 

 

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