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Paraguai: atores sociais contrários ao golpe de Estado asseguram resistência durante Fórum

20/08/2012

Durante dois dias, integrantes de organizações e movimentos sociais e pessoas contrárias ao golpe de Estado que derrubou Fernando Lugo do poder, estiveram reunidos em Assunção para o Fórum Social Paraguai Resiste. O encontro foi uma oportunidade para articular os atores sociais paraguaios interessados em retomar o poder. O Fórum, que aconteceu nos dias 15 e 16 contou com a presença do ex-mandatário, além de centenas de delegados de diversos departamentos do país.

 

Depois de debates e deliberações, os/as participantes concluíram uma Carta de Pronunciamento do Fórum Social, em que denunciam o golpe e seus efeitos, além de fazerem uma série de exigências aos atuais detentores do poder.

 

No documento, os/as participantes do Fórum Paraguai Resiste declaram ciência de que o golpe começou no dia 15 de junho com a execução de camponeses/as na cidade de Curuguaty, episódio usado como umas das justificativas para o golpe.

 

Os partidos Associação Nacional Republicana (ANR – Partido Colorado), Liberal Radical Autêntico (PLRA), Pátria Querida (PPQ), Democrático Progressista (PDP) e União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), junto com meios de comunicação e representantes das oligarquias e dos interesses de transnacionais são apontados como autores do golpe parlamentar, manobra política que hoje beneficia 3% da população mais rica do Paraguai que detém 85% das terras, 90% dos meios de comunicação, 70% das cadeias de supermercado e 80% de toda importação de alimentos, bebidas, agroquímicos e sementes transgênicas.

 

Lembram que o "golpe de estado oligárquico executado por meio de um julgamento político sem direito à defesa, violou os princípios democráticos humanos fundamentais e gerou uma quebra na consolidação do processo democrático”.

 

Outros problemas também surgiram no período pós-golpe, como a abertura do país para cultivos transgênicos de algodão e milho da empresa Monsanto e a entrega do patrimônio energético paraguaio à empresa Río Tinto Alcán, além da expulsão de comunidades, danos ambientais, avanço do agronegócio, demissões massivas e interrupção de importantes programas sociais.

 

Entre as implicações do golpe, recordam a suspensão do Paraguai da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e do bloco econômico Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloqueios que foram entendidos pela população como punições voltadas aos usurpadores e não ao povo paraguaio.

 

Em vista destes e de tantos outros problemas acumulados desde a deposição de Fernando Lugo, os/as participantes do Fórum Social Paraguai Resiste propõem o desenvolvimento da verdadeira soberania com base no trabalho em favor da unidade de todas as ações políticas, com a articulação das organizações em um espaço único de visão e ação conjunta. Neste modelo, os dirigentes devem escutar as bases, de forma que os interesses gerais se sobressaiam sobre os particulares.

 

Outra proposta para o desenvolvimento da verdadeira soberania é a manutenção e promoção da solidariedade latino-americana e com todos os povos democráticos do mundo. A ‘conscientização para a revolução cultural’ é outro passo. A sugestão é avançar na inclusão de todos e todas, em especial dos povos originários, no desenvolvimento da agricultura e do mercado local.

 

Manter a resistência, não se calar, denunciar as injustiças e promover mobilizações também está entre as principais propostas defendidas pelo Fórum Social para em um futuro próximo se conseguir a recuperação do poder, o restabelecimento da ordem democrática e o resgate da soberania com autoridades legítimas.

 

Fonte: Adital, por Natasha Pitts

 

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