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Povos Manoki e Myky validam seus planos de gestão territorial

20/08/2012

Os primeiros planos de gestão territorial de terras indígenas da bacia do rio Juruena, em Mato Grosso, foram validados pelos povos Myky e Manoki no último mês de julho. Eles se reuniram para aprovar o documento que servirá de ferramenta para que eles se relacionem melhor com os diversos setores da sociedade civil, permitindo-lhes gerir de forma mais autônoma seus territórios. “O plano de gestão é um instrumento político para dizer que nós temos leis, sabedoria, técnicas. Por isso vocês nos respeitem porque a biodiversidade depende da gente”, falou Kiwxi Myky. As etapas de validação foram acompanhadas pela FUNAI e apoiadas pelo Projeto Berço das Águas, uma iniciativa da Operação Amazônia Nativa (OPAN) com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.

 

Os planos de gestão dos povos Manoki e Myky foram os primeiros a serem elaborados por povos indígenas da transição entre os biomas Amazônia e Cerrado. Eles são um passo importante para a efetivação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 5 de junho de 2012, que dá suporte legal para a iniciativa.


Através dos planos de gestão, esses povos demonstram a importância do acesso e do manejo de recursos naturais fundamentais para a sua sobrevivência física e espiritual, alguns dos quais se encontram fora das áreas atualmente demarcadas. E reconhecem que suas práticas tradicionais garantem soberania na produção de alimentos, para agora e para o futuro. Durante a construção do plano de gestão Myky, os indígenas buscaram valorizar sua cultura na expectativa de que outros setores da sociedade passem a conhecer e respeitar seu modo de vida. “Nós temos nossa cultura, e do branco só queremos a metade. Da língua, a metade, da cultura a metade, da alimentação, a metade. Só com a cultura do branco, não vamos melhorar”, define o cacique Janaxi.


A intenção dos indígenas com os planos de gestão é de também desfazer preconceitos. “Os brancos não conhecem nossos costumes, falam que temos muita terra e que somos preguiçosos. Não é verdade”, diz Inocêncio Jamoexi. A construção dos planos de gestão exigiram um conhecimento mais aprofundado em relação às potencialidades dos territórios, e como os indígenas desejam utilizá-lo. Para isso, foram realizadas expedições, oficinas de etnomapeamento e etnozoneamento. “Plano de gestão é coisa demorada de se fazer, mas é para o nosso futuro. Ele tem que ser lançado para assegurar a nossa luta”, diz Giovani Tapurá, do povo Manoki.

Os planos de gestão territorial dos povos indígenas Myky e Manoki serão lançados oficialmente no mês de outubro.

 

Projeto Berço das Águas

O quê: Projeto para elaborar planos de gestão territorial em terras indígenas da bacia do rio Juruena e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.

Para quê: Apoiar a gestão territorial e a melhoria das condições de vida dos povos Manoki, Myky, Nambiquara/Sabanê.
Quando: 2011-2012

Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental

Onde: Terras Indígenas Myky e Manoki, no município de Brasnorte, Tirecatinga, no município de Sapezal e Pirineus de Souza, no município de Comodoro (MT).

 

OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

Contatos com imprensa

Andreia Fanzeres:             55 65 33222980       / 84765620
Email: comunicacao@amazonianativa.org.br
OPAN – Operação Amazônia Nativa
http://www.amazonianativa.org.br

 

Fonte: OPAN

 

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