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Ministra exclui Mães de Maio da reunião sobre violência policial

21/08/2012

Encontro foi motivado por duas cartas públicas protocoladas pelo movimento para a presidenta Dilma em julho

 

O Movimento Mães de Maio e toda a Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado não foram convocados pela ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, para a reunião que ocorre hoje (21) em Brasília (DF). O tema do encontro é a violência policial no país e, segundo o movimento, foi motivado por duas cartas públicas protocoladas no dia 23 de julho na Presidência da República. 

O debate será dirigido pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), e entre os convidados estão a defensora pública Daniela Skromov e o representante do movimento Tortura Nunca Mais, Marcelo Zelic. O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE-SP) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH-SP) também foram convidados.

Procurada pela reportagem do Brasil de Fato, a Secretaria de Direitos Humanos não esclareceu o que motivou a reunião, e nem a causa de não terem convocado o movimento Mães de Maio e os familiares das vítimas do estado, alegando que os “responsáveis pelo encontro estavam no momento ocupados”.

Em nota, a Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado informou que souberam da reunião por meio do Jornal Folha de S.Paulo, que publicou uma breve nota sobre o tema. Ressaltou ainda que um dos representantes da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que a reunião foi motivada devido às cartas que as Mães de Maio encaminharam para alguns ministérios e para a Presidência da República solicitando providências sobre o assunto.

As cartas remetem ao acompanhamento político e jurídico por parte da Esfera Federal (Presidência, Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Justiça, Ministério Público Federal, Defensoria Pública Federal e CNJ) da atual crise da Segurança Pública no Estado de São Paulo, que já vitimou mais de 200 pessoas ao longo destes últimos dois meses.

 

Fonte: Brasil de Fato, por José Francisco Neto

 

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