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Em apenas sete meses, a PM matou 271 pessoas em São Paulo

12/09/2012

De janeiro a julho deste ano, inflou o número de mortes cometidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Foram 271 assassinatos, 15% a mais do que no mesmo período em 2011. Os dados são do Instituto Sou da Paz e da Ouvidoria da Polícia.

O mês em que a Polícia mais matou foi em maio: 52 mortes, 13% a mais do que na mesma época do ano anterior. O mês de julho ocupa o segundo lugar. De acordo com os dados divulgados no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o mês de julho registrou 42 assassinatos somente na Capital, 3 vezes a mais do que em julho de 2011. Os números são “injustificáveis” segundo o Instituto Sou da Paz, pois “nenhum crime aumentou 300% neste período”.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou os números, entretanto, ressaltou que em 83% das ocorrências de gravidade os criminosos, rendidos, são detidos ilesos. Informou também que o objetivo da corporação é sempre “restabelecer a normalidade, prendendo os criminosos e preservando todas as vidas”.

Desde 2009, as Polícias (Militar e Civil) respondem por uma a cada cinco mortes que são cometidas na cidade de São Paulo. Ainda de acordo com o Instituto Sou da Paz, na cidade, a cada policial militar morto ou ferido, 4,2 pessoas foram mortas ou feridas pela PM. Fora da capital, essa proporção caiu pela metade: a cada PM morto ou ferido, 2,4 pessoas foram mortas ou feridas pela PM.


Rota mata nove

 

Somente nesta terça-feira (11) nove rapazes foram mortos pela Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar) em Várzea Paulista, região de Jundiaí (SP) - é o maior número de mortos em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006.  Após suposta troca de tiros, em que nenhum dos 40 policiais envolvidos na operação ficou ferido, os suspeitos foram assassinados. 

O comandante-geral da PM, coronel Roberval França, legitimou a ação e disse que as 10 viaturas que chegaram à chácara onde os suspeitos se encontravam foram recebidas a tiros. 

Ainda segundo França, a opção do confronto é do criminoso e à polícia cabe preservar a vida. "Primeiro a vida da vítima, em segundo lugar a dos policiais e, em terceiro, se possível, a dos criminosos”, disse.

Apesar de diversas críticas à ação da Rota nesta semana por parte de organizações sociais e de direitos humanos, houve quem comemorasse o episódio. O ex-chefe da Rota e candidato a vereador pelo PSDB de José Serra, Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, saudou a ação dos policiais, que contou com a participação de seu filho, o tenente Rafael Henrique Telhada. “Parabéns aos homens da Rota pela missão executada e pela coragem demonstrada no confronto ao crime”.

 

Fonte: Brasil de Fato

 

 

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