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Coletivo de Saúde do MST realiza projeto piloto na saúde do campo em Sergipe

17/09/2012

O Coletivo de Saúde do MST, em Sergipe, está realizando uma experiência visando  melhorar a saúde nas áreas de reforma agrária no município de Nossa Senhora da Glória.

 

Desde o começo do mês de setembro, uma equipe formada por uma médica, uma técnica de enfermagem, educadores populares e estudantes do curso de Serviço Social da Universidade Tiradentes (UNIT) está  visitando os assentamentos e acampamentos do município de Nossa Senhora da Glória, capital do Sertão sergipano.


A iniciativa, vinda do coletivo de saúde do próprio MST, tem como objetivo realizar um diagnóstico do estado de saúde da população dos 11 assentamentos e 9 acampamentos da região. 

Conceito ampliado de saúde

Para estabelecer o diagnóstico, o coletivo está aplicando um questionário a 630 famílias camponesas, que não se limita apenas a perguntas sobre a presença ou ausência de doenças, mas abrange informações sobre as condições de produção, de habitação, de comunicação, de transporte, de infraestrutura, de nutrição, etc. 

“Nós tentamos aplicar o conceito de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), que define a saúde como um estado de bem estar bio-psico-social. A existência de saneamento básico, o acesso a água e a terra, a alimentação e a saúde mental, entre outros, têm influência sobre o estado de saúde dos indivíduos,” analisa Cristiane Costa Santana Zurkinden, médica do MST formada em Cuba.

Priorizar a prevenção

Para realizar o projeto, os militantes da saúde conseguiram o apoio da Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados do questionário serão compactuados, sistematizados e divulgados às famílias camponesas e às autoridades públicas no decorrer do mês de novembro. 

A divulgação dos dados será o ponto de partida da segunda etapa do projeto: a elaboração de um plano de ação visando melhorar a saúde no campo. Segundo Maria Solange Feitosa, dirigente do coletivo de saúde do MST do estado de Sergipe e técnica de enfermagem, “a partir da identificação dos problemas, vamos organizar um programa de educação em saúde, para que as pessoas possam melhorar os seus hábitos e prevenir as doenças”. 

A metodologia é inspirada na experiência cubana. “O Sistema Único de Saúde (SUS), no papel, é o sonho da classe trabalhadora, mas o modelo dominante de saúde no Brasil está sendo baseado no complexo médico-farmacêutico-hospitalar. Muitas vezes, este modelo se limita a administrar remédios às pessoas doentes. O modelo cubano dá mais importância à prevenção das doenças, através da educação em saúde. Os excelentes indicadores de saúde da população cubana demostram que esse modelo dá certo”, ressalta Cristiane.

Pauta de reivindicações

Outro eixo do plano de ação será a elaboração de uma pauta de reivindicações visando melhorar o acesso às políticas públicas de saúde no campo. Para Maria Solange, “o diagnóstico vai ajudar a melhorar o atendimento do SUS nas áreas de Reforma Agrária. Temos ainda áreas onde as pessoas têm que percorrer quilômetros para serem atendidas. É um absurdo!”

Essa experiência inicial e de caráter localizada visa, conforme seu êxito, ser aplicada em todo o estado de Sergipe.

 

Fonte: Página do MST

 

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