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Trabalhadores rurais estão sob o cerco de milícia no Maranhão

26/10/2012

Trabalhadores rurais do Acampamento Cipó Cortado, em Senador La Roque, no Maranhão estão mais uma vez sob o cerco de pistoleiros. Desta vez um grupo de milícia rural armada que reúne cerca de 20 homens pressionam as famílias para saírem do acampamento.

 

O Acampamento Cipó Cortado se encontra em um complexo de quatro fazendas da união que foram griladas e que estão em processo de regularização para o assentamento das famílias. A situação de ameaças é constante e se agravou no inicio desta quinta-feira (25), quando parte das famílias que ali estão se deslocaram para a fazenda Beira Rio, cujo proprietário afirma ter comprado a fazenda de um dos grileiros do complexo. A Policia Militar está no local, mas infelizmente está situada na sede da Fazenda Beira Rio, como se desse cobertura aos milicianos.

 

Desespero

 

No complexo ocupado desde 2007 pelo MST vivem cerca de 280 famílias de trabalhadores rurais, homens e mulheres de todas as idades que mais uma vez vivem uma situação de desespero, temendo um massacre. A milícia que aterroriza o acampamento é bancada por fazendeiros ligados à União Democrática Ruralista (UDR), das áreas Cipó Cortado, Rollete, Boca da Mata e Barreirão.

 

Esta não é a primeira vez que pistoleiros põem em risco as famílias de trabalhadores que ali vivem. Desde o final de 2007, uma milícia que guardava a sede da fazenda “Cipó Cortado”, intimidava com tiros e rondas os sem terra que ocupavam a área. Até sequestros trabalhadores da comunidade já sofreram dos milicianos.

No período de roças, fazendeiros vizinhos abrem a cerca de seus latifúndios para que o gado venha pastar nas lavouras dos trabalhadores, causando perdas desastrosas nas suas produções que sustentam as famílias.

 

Programa Terra Legal é inoperante

 

A inoperância do estado brasileiro em resolver o problema da Reforma Agrária coloca milhares de vidas em situação de risco de morte. As famílias da Cipó Cortado aguardam a cinco anos a arrecadação das áreas que correspondem a este complexo pelo Programa Terra Legal. Infelizmente o programa prioriza na região a regularização das áreas griladas para grandes fazendeiros.

 

Fonte: Página do MST, por Reynaldo Costa

 

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