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Manifesto denuncia criminalização de Frei Gilvander

30/10/2012

Documento denuncia que Frei Gilvander teve a prisão preventiva decretada após denunciar, por meio de vídeo, grande quantidade de agrotóxico presente em feijão em Unaí

 

Por :Natasha Pitts / Adital

 

 

Mais de 50 organizações e atores sociais assinaram e estão divulgando por meio da internet e das redes sociais um manifesto contrário ao uso excessivo de agrotóxicos e contra a criminalização de Frei Gilvander Luís Moreira, padre da Ordem dos Carmelitas e militante dos direitos humanos no estado brasileiro de Minas Gerais.

 

O manifesto denuncia que Frei Gilvander teve a prisão preventiva decretada após denunciar, por meio de vídeo postado no youtube e em http://gilvander.org.br, a grande quantidade de agrotóxico presente em feijão produzido no município de Unaí, no noroeste do estado. No vídeo, intitulado "O feijão de Unaí está envenenado?”, são apresentadas informações passadas por usuários da marca, que afirmaram que o produto apresentava mau cheiro típico de agrotóxicos.

 

O vídeo relata o caso do feijão que foi enviado para a merenda escolar de uma escola. Ao iniciar o preparo do alimento, as cozinheiras não suportaram o odor que exalava e algumas chegaram até a passar mal. Elas identificaram a presença de agrotóxico no feijão e o jogaram no lixo. O produto era da marca "Unaí”. Há ainda outros depoimentos de consumidores do produto relatando o mau cheiro.

 

Mesmo esclarecendo que não há uma narrativa de cunho difamatório, a empresa responsável pelo feijão processou Frei Gilvander e os responsáveis do Google e Youtube, assim como decretou a prisão preventiva do religioso caso o vídeo não seja retirado da internet em cinco dias.

 

"O Estado democrático de direito em que vivemos nos garante o direito de livre expressão e de informação, assim como o sagrado direito à saúde. Um vídeo como este que pretende alertar as pessoas para o cuidado com o veneno nos alimentos, chegou ao cúmulo de se transformar em um processo no qual a empresa alega ter sofrido ‘danos materiais’ e ‘danos morais’, de haver sido vítima de ‘difamação’”, aponta o manifesto.

 

Apesar da ameaça, seguro de que o vídeo não é ilícito, mas se trata apenas de uma reportagem, com informações e depoimentos, Frei Gilvander decidiu mantê-lo na internet. A mesma postura será seguida pelo site de vídeos Youtube.

 

Câncer

 

A recorrência do uso indiscriminado de veneno nos gêneros alimentícios produzidos em Minas Gerais está relacionada aos casos de câncer no estado. O manifesto cita um relatório da Câmara dos Deputados que afirma que "a incidência de câncer em regiões produtoras de Minas Gerais que usam intensamente agrotóxicos em patamares bem acima das médias nacional e mundial, sugere uma relação estreita entre essa moléstia e a presença de agrotóxico”. Não por acaso, em Unaí está sendo construído um Hospital do Câncer.

 

Informações apresentadas na Ausculta Pública realizada em Unaí pela Comissão Parlamentar e presentes no documento da Câmara Federal, apontam que já foram registrados cerca de 1.260 casos de câncer/ano/100.000 por habitantes na região, enquanto a média mundial não passa de 400 casos/ano/100.000 pessoas.

 

"Conclamamos apoio e ampla divulgação desse Manifesto, considerando que tal processo e decisão judicial é uma ofensa ao Estado democrático de direito, uma violação do direito fundamental de livre manifestação e de informação, assim como uma ameaça à saúde pública visto que o vídeo é um importante alerta não só para as pessoas que vivem na região de Unaí, MG, mas para toda a população brasileira”, conclama o manifesto.

 

 

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