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Trabalhadores paraguaios protestam contra o governo de Franco

01/11/2012

Mais de 800 camponeses paraguaios intensificaram o bloqueio de estradas no departamento de Caazapá, no leste do país. Eles reivindicam subsídios para combater os efeitos causados pela seca.

 

Os agricultores denunciam que a distribuição de subsídios tem se dado de acordo com interesses políticos. Além disso, exigem a entrega dos mantimentos que lhes foram prometidos e que, segundo eles, estão se deteriorando nos armazéns da cidade. A mobilização iniciou na terça-feira (30) devido à falta de respostas por parte do governo. “Somos 18 mil produtores que necessitam dessa ajuda por causa da seca que nos afetou. Aqui não há nada, não há produtos por causa da seca”, relata um dos líderes do protesto, Elizardo Romero.

 

Na capital, Assunção, três camponeses acorrentaram-se em frente à sede do governo de Federico Franco, eleito em junho deste ano depois de um golpe de Estado. Segundo o dirigente da organização de camponeses de Santa Lucía do departamento Alto Paraná, Federico Ayala, esse é só o início da pressão para que o Executivo paraguaio conceda mais áreas para assentar famílias sem terra. ”O governo anterior de Fernando Lugo, que foi destituído por um julgamento político em junho, fez um estudo da enorme propriedade de soja de Favero [Tranquilo Favero, empresário], na localidade de Ñacunday,  e encontrou um excedente de 15 mil hectares”, destaca.

 

De acordo com os advogados dos camponeses, Favero mantém milhares de hectares de terra em seu poder, com a cumplicidade de juízes e fiscais. Ele já se recusou a vender uma parte delas ao Estado, a fim de que os trabalhadores possam ser assentados.

 

Docentes sem salários

 

Um grupo de professores também iniciou um protesto contra o governo nesta quinta-feira (01) na capital do país, Assunção. Eles bloquearam a avenida Eusébio Ayala, uma das mais importantes da cidade. Os professores atuam no programa Paraguai Lê e Escrever, criado pelo governo Lugo para auxiliar na alfabetização de adultos, Entretanto, eles estão sem receber salário há cinco meses, desde que Franco assumiu a presidência do país.

 

Fonte: Brasil de Fato

 

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