ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • Plataforma MROSC

População negra ainda enfrenta profundas desigualdades no Brasil

21/11/2012

Recentemente, o Brasil ultrapassou o Reino Unido ao se tornar a sexta maior economia do mundo. A rápida ascensão da classe média, aliada a políticas de estímulo ao consumo e produção, entre outras ações do governo, têm contribuído para o crescimento da economia do País. São mais de 35 milhões de pessoas que deixaram de fazer parte do grupo que enfrenta a extrema pobreza no País na última década. E, dos novos membros dessa classe média emergente, cerca de 80% são negros ou pardos.

 

Dados da quarta edição do Retrato das Desigualdades de Gênero e de Raça, de 2011, demonstram que a desigualdade, nutrida por questões sociais, de raça, gênero, religião, entre outros, ainda é muito presente no Brasil. A população negra corresponde a 72% dos 10% mais pobres do Brasil. Desses, mulheres, crianças e jovens são os que mais sofrem com a violência e falta de acesso a recursos, como educação, saúde e lazer.

E essas desigualdades tornam-se mais evidentes quando se comparam brancos e negros:

 

Taxa de desemprego: homem branco (5,3%) e mulher negra (12,5%);

 

Distribuição de renda: mulheres negras recebem, em média, 30,5% do salário dos homens brancos;

Educação: a taxa de escolarização de mulheres brancas no ensino superior é de 23,8%, enquanto, entre as mulheres negras, esta taxa é de apenas 9,9%. No geral, 91% dos jovens negros ainda estão fora do ensino superior.

 

Programas sociais: 70% das famílias que recebem bolsa família são chefiadas por negros/as;

 

Mortes: Em 2010, 74,6% dos jovens vítimas de homicídios eram negros;

 

E não para por aí: brancos vivem mais que os negros; esses são a maioria nas favelas (que abrigam 11 milhões de pessoas, ou 6% da população brasileira), negros no Norte e Nordeste têm menos acessos a bens duráveis que qualquer segmento da população.

 

Num País onde a maioria da população (51%) declara-se negra, sendo que a maior parte encontra-se na região Nordeste, dados como esses são preocupantes e denotam o cenário desafiador a ser superado. Esse caminho passa, obrigatoriamente, pelo combate à desigualdade, em todas as suas formas.

 

Em seus 40 anos, a CESE tem desenvolvido um papel importante nesse campo. Só nos últimos 15 anos, já apoiou cerca de 500 projetos voltados à defesa de direitos da população negra, impactando a vida de mais 550 mil pessoas. São mulheres, crianças, homens, idosos, quilombolas, vivendo na cidade ou no campo, em todo o País.

 

“A CESE é hoje uma parceira fundamental na construção de uma sociedade onde de fato a gente reconheça e faça favorecer as diversidades, as diferenças”.


Tarry Cristina, Diretora de Ações Sociais do Instituto Cultural Steve Biko – Salvador/BA.

 

Gostaríamos de reconhecer mais uma vez o apoio que a CESE sempre dispensou para nosso município e dizer que hoje, 20 de novembro, nos sentimos mais fortes e felizes, pois esse dia representa uma marca na nossa luta. Nestes anos de luta e militância conseguimos, com o apoio de vocês da CESE e de demais parceiros, fazer com que a população do nosso município se auto declare e se reconheça como negra“.


Jocivaldo dos Anjos, membro do MOJAC, de Antônio Cardoso, Bahia.

 

Segundo Rosana Fernandes, Assessora de Projetos e Formação da CESE, “o racismo é um elemento estruturante da nossa sociedade, cuja manutenção é fundamental para a preservação dos privilégios de classe. A CESE acredita que o apoio à luta antirracista é a garantia do direito a terra, trabalho, saúde e educação para a população negra”.

 

Discriminação de Cunho Religioso

 

Mas falar de injustiça e racismo que vitima a população negra é, também, falar sobre a discriminação de cunho religioso. O Mapa da Intolerância Religiosa, de 2011, reúne casos emblemáticos no País que geraram discriminação e preconceito, ocasionando até morte. Segundo esse relatório, “a ignorância e o fundamentalismo são tão fortes e poderosos que, em nome de Deus, se perpetram violências extremas, muitas vezes até contra o próprio sangue”.

 

“Diante de tanta violência e intolerância que nos rodeia, continuo apostando na paz, na justiça, na compreensão e no diálogo entre os seres humanos. A meu ver, a CESE vem desenvolvendo ações muito importantes neste sentido, promovendo e fortalecendo o diálogo interreligioso”.


Makota Valdina Pinto

 

Ainda há muito que se avançar na busca do ideal de unidade, cooperação e fraternidade em que se baseia o ecumenismo. Mais ainda, no diálogo interreligioso, pautado pelo relacionamento respeitoso com grupos religiosos não cristãos.

 

Por esse motivo, nesse dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a CESE reforça seu compromisso em apoiar iniciativas que lutem por igualdade de raça, gênero, por transformação social e por um Brasil sem desigualdades.

 

Faça parte da Rede de Amigos da CESE. Juntos, vamos continuar fazendo a diferença na vida de milhões de pessoas no Brasil. (clique aqui)

 

Fonte: CESE

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Informação, formação e comunicação em favor de um ambiente mais seguro para a sociedade civil organizada

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - 01223-010
11 3237-2122
abong@abong.org.br

design amatraca