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Ato marcará um ano da desocupação do Pinheirinho

22/01/2013

Esta terça-feira, dia 22 de janeiro, marca um ano da violenta ação de desocupação do Pinheirinho, que deixou cerca de 1.700 famílias sem moradia em São José dos Campos (SP). Para relembrar a data e reforçar a luta por moradia e justiça, será realizado um ato, às 18h, em frente ao terreno da antiga ocupação, no Centro Poliesportivo Fernando Avelino Lopes (R. Walter Dallu, s/n, Campo dos Alemães).

 

Com o tema “Pinheirinho exige justiça”, ativistas e entidades de todo país vão exigir reparação às famílias pelos danos morais e materiais sofridos durante a desocupação, punição dos culpados e a desapropriação da área para construção de moradias. Um ano depois, porém, as famílias também comemorarão a conquista da construção das primeiras casas às famílias despejadas.

 

O senador Eduardo Suplicy e o deputado estadual Adriano Diogo confirmaram presença. Entidades sindicais, estudantis e de movimentos populares de todo país também estarão presentes.

 

Passado um ano do despejo, o terreno de mais de um milhão de metros quadrados voltou a ficar abandonado, sem cumprir qualquer função social. A Selecta, massa falida do especulador Naji Nahas, continua devendo milhões de reais em impostos e multas à prefeitura.

 

As famílias covardemente expulsas de suas casas recebem hoje o aluguel social no valor de R$ 500, pago pelos governos estadual e municipal. Muitas delas são obrigadas a juntar os benefícios para conseguir pagar os alugueis, inflacionados após a desocupação.

 

“Temos o dever de nunca esquecer aquela violenta desocupação, para que não se repita tamanha crueldade. Mas nosso principal dever é seguir exigindo que o povo do Pinheirinho receba suas moradias, e os responsáveis pela vergonhosa desocupação sejam punidos”, afirma Antônio Donizete Ferreira, o Toninho, advogado e um dos líderes do movimento.

 

Construção de moradias


Após muita luta, os antigos moradores do Pinheirinho conseguiram uma primeira vitória. Na semana passada, o governo estadual confirmou a construção de 2 mil casas que devem ser entregues no prazo máximo de um ano e meio.

 

O programa para a construção dos apartamentos é uma parceria dos governos federal, estadual e municipal, com a Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais, fundada pelos moradores do Pinheirinho.

 

O projeto prevê a construção de apartamentos no Parque Interlagos (506 unidades) e no Bairrinho (528). O movimento continua reivindicando a desapropriação do terreno do Pinheirinho para a construção das demais unidades.

 

A construção das casas será um benefício para toda cidade e fará a fila da moradia andar. Essa conquista não teria sido possível se não fosse pela organização do movimento.

“Os poderosos pensaram que iriam destruir o movimento, mas nossa luta por moradia não acabou. O Pinheirinho e sua luta continuam vivos”, afirma Toninho.

 

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