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Julgamento do Massacre do Carandiru tem Fleury como testemunha

08/04/2013

Depois da prescrição de inúmeros crimes e da deterioração das armas e projéteis utilizados na ação policial, 26 dos 79 réus do Massacre do Carandiru começam a ser julgados. Neste dia 8, no Fórum Criminal da Barra Funda (São Paulo), a acusação defende a tese de que as vítimas foram executadas sem chances de defesa. Já os advogados dos réus sustentam que eles agiram em legítima defesa e cumprindo ordens superiores.

 

A invasão do Carandiru foi comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, depois de ter recebido autorização do secretário de Segurança Pública – Pedro Franco de Campos. Este havia consultado o então governador Luiz Antônio Fleury por telefone, que concedeu poder de decisão ao policial.

 

O ex-governador é uma das testemunhas. Em 2 de outubro de 2012, quando completaram 20 anos do massacre, o defensor público Antônio Maffezoli declarou à Radioagência NP que é difícil identificar uma responsabilidade penal das autoridades.

 

“Inequivocamente, responsabilidade civil teria. Todos eles, porque fazia parte da competência do governador e do secretário a gestão da Segurança como um todo. E aí a sua própria culpa por escolher determinadas pessoas para cuidar da situação naquele momento.”

 

A Comissão que investigou os excessos cometidos naquele 2 de outubro conclui que não houve negociação e “os PMs dispararam contra os presos com metralhadoras, fuzis e pistolas automáticas, visando principalmente a cabeça e o tórax”. A Comissão constatou que, apesar do grande tumulto e de sinais de fogo, não havia perigo de fuga. Também não havia reféns.

 

Oficialmente, 111 detentos foram mortos. A Comissão ainda constatou que a “cena do crime” foi modificada e os corpos foram empilhados no pátio antes da perícia.

 

Fonte: Brasil de Fato

 

 

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