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Todos somos Bolívia! Governos e sociedade civil latino-americana repudiam seqüestro de Evo Morales

04/07/2013

Hoje o mundo está em polvorosa com o que a Bolívia qualificou como o sequestro de seu presidente Evo Morales. O incidente diplomático chamou a atenção do mundo e foi motivo de manifestações de governos latino-americanos e da sociedade civil. O mandatário boliviano ficou detido por 15 horas no aeroporto de Viena, na Áustria, após pouso de emergência depois que Portugal, Espanha, Itália e França revogaram as autorizações para cruzar o espaço aéreo ou pousar em seus territórios para reabastecimento. Evo Morales seguiu para La Paz depois da forte reação internacional ao ato que, segundo o governo boliviano, é contra a soberania da Bolívia e que ainda colocou o seu presidente em risco de morte. Com pousos previstos e autorizados nas Ilhas Canárias, na Espanha, e Fortaleza, no Brasil, para reabastecimento o presidente partiu para La Paz para um vôo de mais 15 horas sob forte expectativa da comunidade internacional.

 

Apesar de nenhum dos países ter admitido oficialmente, a maioria dos manifestos públicos aos atos condenam a ação como submissão à pressão do governo dos Estados Unidos, que suspeitou e que o avião levava o ex-técnico de informática da Agência Central de Inteligência (CIA), Edward Snowden, condenado por espionagem após revelar segredos da vigilância online estadunidense aos seus países parceiros ao WikiLeaks. Com passaporte americano revogado após condenação, o foragido está pedindo asilo político a mais de 20 países no aeroporto de Moscou. Evo Morales, que estava em Moscou para uma cúpula sobre as novas políticas internacionais de exploração de gás e chegou a anunciar que poderia avaliar o pedido de asilo a Snowden, foi tratado como suspeito de facilitar a fuga.

 

Além dos presidentes organizados em torno da União das Nações Sul-americanas (Unasur), através do informe assinado pelo secretário geral Alí Rodríguez Araque, que condenaram energicamente a sabotagem e o desrespeito de que foi vítima o presidente Evo Morales, pediram que os chefes de Estado da América e do mundo tomem as medidas necessárias. Ele qualificou de "indignantes e absurdas”. Há ainda articulações para reação com manifestação pública de Nicolás Maduro (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Nicolás Maduro (Venezuela), Daniel Ortega (Nicaragua) e o mais incisivo tem sido Rafael Correa (Equador). Na sua conta no Twitter (@MashiRafael), "ou nos nivelamos a colônias ou reivindicamos nossa independência, soberania e dignidade.

 

Todos somos Bolívia”

 

Entre a sociedade civil, se manifestaram o Foro Internacional Pablo Neruda, a Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, que classificaram a ação como covarde e imperialista . O mesmo aconteceu com os países que integram a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA). Na Argentina, a Organização Social e Política Los Pibes convocaram um ato na porta da embaixada da Bolívia para repudiar a agressão imperialista covarde e manifestar o apoio ao povo boliviano. Rodrigo Cabezas, presidente do Parlamento Latino-americano, Grupo Venezuela, condenou a situação. "Este ato é uma clara violação do direito internacional e da imunidade dos chefes de Estados”. A mesma linha da Confederação Latino-americana e Caribenha de Trabalhadores do Estado(CLATE) , do Paraguai, Confederação dos Trabalhadores do Equador (CTE) e as delegação do Equador no parlamento Andino, entre tantas outras.

 

Fonte: Adital, por Adriana Santiago

 

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