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OEA pede condenação e exige desculpas de países envolvidos em bloqueio a Evo

10/07/2013

A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu para que os governos de Portugal, Espanha, Itália e França se desculpem por terem negado acesso ao espaço aéreo ao avião presidencial da Bolívia na semana passada. Em reunião extraordinária do Conselho Permanente nessa terça-feira (09), a entidade se uniu ao coro de Mercosul e Unasul em solidariedade ao presidente Evo Morales e em repúdio ao comportamento dos países europeus.

 

"A OEA condena as ações que violem as regras e princípios do direito internacional, a inviolabilidade dos chefes de estado”, diz o documento oficial divulgado no final da reunião. "Fazemos um apelo para que França, Portugal, Itália e Espanha forneçam as explicações necessárias sobre o que aconteceu com Evo Morales. Convidamos também os países a se desculparem pelo ocorrido”, diz o documento, escrito em tom enérgico.

 

Na ocasião, Evo Morales, que voltava de Moscou, foi forçado a fazer uma escala de 13 horas na Áustria depois dos países europeus não permitirem que o avião entrasse em seus respectivos espaços aéreos. A justificativa seria que o avião boliviano transportava o ex-funcionário da CIA, Edward Snowden, acusado pelos EUA de revelar documentos secretos. Em seus discursos individuais, representantes de todos os países que compõe a entidade condenaram o episódio.

 

Já o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu que a entidade condene “com energia” a “ofensa grave” feita na Europa ao presidente da Bolívia, Evo Morales, cujo avião foi impedido de entrar no espaço aéreo de quatro países europeus, quando voltava de viagem à Rússia.

 

Insulza justificou o pedido por considerar que “não foi uma coincidência” que o avião de Morales tenha sido impedido de sobrevoar a Itália, a França, Portugal e a Espanha. “Isto não é qualificável como um incidente qualquer. O que ocorreu em 2 de julho é uma ofensa grave a um presidente democrático”, afirmou Insulza, durante sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA.

 

Ele disse que o assunto será encerrado e uma resolução, aprovada, mas ressaltou que questões como esta "deixam feridas, e a melhor forma de as curar é saber o que se realmente se passou”. Segundo informações da Agência Brasil, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afirmou que o governo de seu país autorizou a tempo o sobrevoo do avião de Morales em território nacional e não colocou em risco a vida do presidente boliviano, nem de membros de sua comitiva.

 

Paulo Portas participou de reunião na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, dominada na primeira parte por protestos do PCP relacionados ao sobrevoo e à autorização de aterrissagem em Portugal do avião do presidente da Bolívia, por suspeita de levar a bordo o ex-agente Edward Snowden, que prestava serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

 

“Portugal autorizou o sobrevoo do Falcon do presidente Morales no território nacional. Não só autorizou, como na verdade o avião do presidente Morales passou no espaço aéreo português, entrou na zona do Alentejo, até o espaço aéreo de Porto Santo”, acrescentou Portas, que apresentou um mapa com o trajeto feito pela aeronave boliviana. Portas disse que o sobrevoo foi autorizado de acordo com as regras aéreas internacionais e no respeito pela soberania dos dois países. (com informações das agências internacionais)

 

Fonte: Opera Mundi, Foto: Enzo De Luca/ABI

 

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