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Inesc aborda questões ambientais em Conferência sobre Política Externa

19/07/2013

Nesta quarta-feira, 17/7, Iara Pietricovsky, membro do Colegiado de Gestão do Inesc, participou da “Conferência Nacional 2003 – 2013: uma nova política externa”, que ocorreu na Universidade Federal do ABC (UFABC)/campus São Bernardo do Campo. Pietricovsky integrou a mesa “A Política Externa Brasileira e o Meio Ambiente” e tratou sobre a posição brasileira frente ao meio ambiente nos âmbitos nacional e internacional. Saiba mais sobre a conferência aqui

 

No início da sua apresentação, Iara expôs um histórico dos momentos políticos e econômicos do Brasil interrelacionando-os com o posicionamento do país sobre o meio ambiente.  A expositora relatou que devido a sua grande extensão de território natural, o Brasil “sempre viu a natureza como manancial a ser explorado”.

 

Iara citou a participação do Brasil na Conferência de Estocolmo de 1972 – primeiro grande encontro internacional que contou com representantes de diversas nações e teve o objetivo de discutir os problemas ambientais, além do debate sobre o desenvolvimento e meio ambiente. A posição do Brasil, na época sob o governo militar, era de resistência ao reconhecimento da importância da problemática ambiental, sob o argumento de que a principal poluição era a miséria. “Países como Brasil, Índia e China eram apontados como grandes vilões contra o meio ambiente por priorizarem o processo de crescimento populacional e econômico e deixarem para segundo plano a questão ambiental”, ressaltou Iara.

 

Iara relatou que a partir do processo de redemocratização brasileiro, junto ao aumento das críticas em âmbito nacional e internacional, o país passou a tomar uma postura diferenciada em relação à questão ambiental. Um dos destaques foi a organização, no país, da Rio 92, que reuniu 108 chefes de estado e governo que buscavam meios de conciliar o as dimensões sociais, econômicas e ambientais de forma articulada. Neste evento, os Estados Unidos passaram a ser o vilão contra políticas que favorecem a preservação do meio ambiente.

 

Apesar de expor os benefícios da entrada de questões ambientais nas pautas da política brasileira a partir da Rio 92, Iara criticou: “a questão ambiental no Brasil é secundária até hoje e a exploração natural não apresenta benefícios à sociedade, já que o uso da natureza é totalmente privatizado. Podemos dar o exemplo dos royalties da mineração”. Veja aqui mais sobre os royalties

 

Pietricovsky também censurou a dualidade que há nas políticas brasileiras em relação ao meio ambiente. “Apesar de internacionalmente o Brasil se mostrar pró-ativo, principalmente em questões de clima e biodiversidade, internamente a aplicação de leis não segue os mesmo padrões diante das forças conservadores dominadas por setores produtores dentro do Congresso, como o caso recente do código florestal. A política externa de meio ambiente é ambígua e o que o Brasil defende fora não se reflete internamente. Além disso, a Rio+20 foi um momento deflagrante de evidência da privatização da ONU e da captura dos governos pelas grandes corporações do setor privado”,destacou.

 

Por último, Iara criticou as resoluções das reuniões da Rio+20, que, para ela  foram um grande retrocesso em matéria de políticas de  proteção ao meio ambiente e de defesa dos direitos humanos. Segundo ela, o documento final da Rio+20 “retrocedeu nos direitos das mulheres, não resolveu o problema do financiamento ao desenvolvimento sustentável e muito menos os problemas diretamente relacionados à mudança climática, entre outros tantos”, completou.

 

A Conferência começou no último dia 15 e vai até hoje, 18. Além de Iara, a mesa sobre meio ambiente contou com Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e João Paulo Candia Veiga, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo que discutiram; sob coordenação de Robson Fórmica, membro da coordenação do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens (MAB); as formas de aumentar o foco em proteção ao meio ambiente enquanto mantendo um desenvolvimento que beneficie o povo brasileiro.

 

Fonte: Inesc

 

 

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