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Lançamento do Encontro Nacional do MAB reúne diversas entidades

29/07/2013

O encontro irá reunir cerca de 4 mil atingidos por barragens de todas as regiões do Brasil de 2 a 5 de setembro

 

Movimentos do campo, organizações sindicais, frente feminista e outros segmentos da luta popular estiveram presentes no lançamento do Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizado na sexta-feira (26), em São Paulo.

 

O Encontro Nacional do MAB, que tem como lema “Água e energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”, irá reunir cerca de 4 mil atingidos de todas as regiões do Brasil de 2 a 5 de setembro na cidade de São Paulo. Os principais objetivos são fortalecer a união entre campo e cidade, com o fortalecimento da relação dos atingidos por barragens e trabalhadores do setor elétrico, reafirmar a necessidade de modelo energético popular para o Brasil, além de ser um momento importante de pressão popular pela aprovação da Política de Direitos para as Populações Atingidas por Barragens.

 

Para a coordenadora nacional do MAB, Liciane Andrioli, o Encontro Nacional será mais um momento da classe trabalhadora ir às ruas. “Além de reivindicar nossas pautas específicas, como a aprovação de uma política pública que dê garantia jurídica aos atingidos, já que a única lei que versa sobre nós é de 1941 e garante apenas a indenização aos proprietários da terra, este é um momento muito especial na conjuntura, no qual toda a classe trabalhadora tem que se unir em torno de um projeto popular para o Brasil”, disse.

 

O militante da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, Lúcio Centeno, também reforçou a importância histórica do momento. “As mobilizações e reivindicações que vêm da rua, apesar de espontâneas, tem um caráter bastante progressista. Hoje, quando vamos para as periferias explicar o que é nossa organização fica muito mais fácil que antes, porque podemos apontar pra rua e dizer: isto é o Levante Popular da Juventude”, apontou.

 

Também foi colocada a importância estratégica da luta contra os leilões do petróleo. Para Liciane, o petróleo é uma fonte energética com uma importância fundamental para a soberania nacional e para colocar em prática as reivindicações que vêm da rua. “Precisamos unir forças para impedir os leilões previstos para outubro”, convocou.

 

 

Parcerias

 

As 14 entidades e organizações presentes demonstraram apoio e confirmaram presença no Encontro Nacional do MAB. O coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), João Paulo, frisou a união em torno da ofensiva internacional. “O MAB tem uma grande importância, porque talvez seja o movimento que faça um enfrentamento mais direto ao capital internacional. Por isso, não estamos aqui apenas para prestar solidariedade, mas porque todos somos companheiros na luta contra o capitalismo”, afirmou.

 

Na mesma linha, o militante da Consulta Popular e do Sindicato dos Engenheiros (Senge) do Paraná, Antônio Goulart, lembrou a responsabilidade do movimento. “O MAB luta por um sistema elétrico que é quase quinze vezes maior que o do Peru e por isso é fundamental a união de toda a classe trabalhadora, principalmente com os eletricitários”, assinalou.

 

Já o professor da USP e assessor do MAB, Célio Bermann, destacou a questão da reforma agrária como primordial no debate dos atingidos. “Vivemos em um país onde apenas o proprietário tem direito à indenização quando atingido por uma barragem, como se no Brasil tivesse ocorrido uma reforma agrária, como se a terra não fosse concentrada na mão de poucos”, relembrou.

 

Por fim, o integrante da Pastoral do Migrante e do Grito dos Excluídos, José Carlos Alves Pereira, colocou a importância de sonhar e manter a utopia de um mundo melhor, citando o poema de Carlos Drummond de Andrade, “(...) você marcha José! José, pra onde?”.

 

Fonte: MAB

 

 

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