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Organização campesina denuncia aumento de assassinatos na América Central

30/07/2013

Representantes da Coordenação Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC) Via Campesina da América Central, juntamente com comunidades guatemaltecas, relatam que cresceu a criminalização contra a luta dos movimentos camponeses e indígenas. Os países onde mais aumentaram os números de assassinatos, prisões, perseguições e intimidações foram Honduras, Panamá e Guatemala.

 

Só em Honduras, nos últimos três anos, foram 115 camponeses e camponesas assassinados e em torno de 3 mil processados por causa de suas lutas pela terra. Segundo o informe da CLOC, na Guatemala e no Panamá, ampliou-se o número de dirigentes presos, perseguidos e assassinados, bem como o crescimento de despejos violentos e a remilitarização das comunidades.

 

O elevado número de famílias despejadas de suas terras é resultado das políticas governamentais e da interferência das empresas transnacionais, que investem em monoculturas. Essas iniciativas têm provocado o empobrecimento de milhares de famílias. Portanto, na avaliação da CLOC, é importante denunciar mundialmente o que está acontecendo com os povos da região.

 

A CLOC Via Campesina da América Central também manifesta sua solidariedade com os povos do Baixo Aguan Valle de Sula e de Río Blanco, em Honduras; com as 12 comunidades de San Juan Sacaepéquez, Santa Cruz Barillas, comunidades do Vale de Polochic, de San José Del Golfo, Santa María Xalapan, San Rafael las Flores, os 48 rincões de Totonicapán, entre outras. Solidariedade também manifestada com os povos do Panamá. Os líderes sociais desses países também receberam manifestações de apoio.

 

Os representantes do Movimento Campesino Internacional e a CLOC Via Campesina solicitam ainda ao Estado da Guatemala que pare com as políticas de repressão e criminalização contra os defensores da vida e da terra; exigem respeito pela vida humana, com orientação para aprovar políticas públicas voltadas aos direitos humanos; e demandam aos organismos nacionais de internacionais de direitos humanos que vigiem e denunciem as constantes violações que sofrem os povos desses países.

 

Eles anunciam que serão realizadas manifestações pacíficas nos países da região, e em cada um desses países será formulada uma petição para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no intuito de solicitar proteção para os dirigentes e comunidades que lutam pelo respeito à vida.

 

Fonte: Adital

 

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