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Projeto de Educação Ambiental no Sertão do Pajeú(PE) estimula crianças a atuar como agentes de transformação no sertão pernambucano

29/08/2013

Experiência foi visitada na segunda-feira (26) pelos participantes da terceira edição da Rota Estratégica de Aprendizagem do Programa Semear

 


“Foi na conversa e mostrando o que tava nos livros que aprende na escola que meu filho me convenceu a não colocar veneno na roça. Ainda bem que fiz o que ele falou, porque a plantação de mamona está linda”. As palavras são do agricultor Francisco de Assis Patrício dos Santos, pai de Luan Ferraz dos Santos, de oito anos. “Na brincadeira a gente aprende e passa o conhecimento um para o outro”, conta o garoto que participa da experiência Educação Ambiental – relações entre governo e sociedade civil em escolas rurais do Sertão do Pajeú visitada na segunda-feira (26) pelos participantes da terceira Rota Estratégica de Aprendizagem do Programa Semear.

Através de aulas teóricas e práticas sobre temas como manejo do solo, aspectos do bioma da caatinga, reciclagem de lixo, realização de peças de teatro, atividades práticas como a horta suspensa, as crianças aprendem a conviver e preservar o meio ambiente. O projeto visitado foi o da escola municipal da comunidade quilombola de Águas Claras, no município de Triunfo (PE). A experiência, promovida pela ONG Centro Sabiá em parceria com o Projeto Dom Helder Câmera e apoio da Diaconia, Coopagel e da ONG Caatinga, acontece em mais sete municípios pernambucanos, totalizando 12 escolas. “Para a elaboração do projeto, foi realizado um diagnóstico participativo que envolveu professores, coordenadores pedagógicos e representantes das prefeituras, além de oficinas de capacitação e seminários”, explica Gladison Silvino, assessor técnico do Sabiá.

A partir de apresentações teatrais, roda de côco – dança tradicional da comunidade de origem africana – as meninas e meninos da escola apresentaram os conhecimentos aprendidos. “O projeto tem possibilitado mudar a realidade do sertão a partir da troca entre as crianças e as famílias. Porque eles não aprendem apenas na teoria, aprendem na prática”, destaca Janaina Maria dos Santos, professora responsável pelo projeto em Águas Claras.

Educação Contextualizada - Através do conhecimento desta experiência os participantes da rota discutiram a importância da educação contextualizada para garantir o desenvolvimento equitativo e sustentável do Semiárido. O envolvimento das famílias, o desafio da articulação com o poder público e a integração das experiências de educação não formal e formal foram os principais aspectos ressaltados pelos participantes da Rota. “A educação contextualizada não pode ser vista pelo sistema educacional brasileiro como um projeto, uma iniciativa do professor, mas sim como uma política pública”, destaca Alzira Medeiros, consultora do Semear.

Para a coordenadora do Projeto Mata Atlântica do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais - Sasop (BA), Luana Silva, a experiência visitada apontou caminhos importantes: “a forma como a experiência no Sertão do Pajeú articula comunidade, família, poder público e organizações não governamentais pode inspirar a atuação do Sasop na área de educação ambiental”, destacou.

Provocar estas reflexões e incentivar o desenho de planos conjuntos e inovadores em gestão do conhecimento está entre os principais objetivos da Rota. Por isso a escolha de casos de ações educativas e práticas sustentáveis de convivência com o Semiárido. “Educação ambiental é semear gestão de conhecimento”, conclui Ângela Brasileiro uma das coordenadoras do Semear, que é implementado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA, com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID. Para realização da terceira edição da Rota Estratégica, conta com o apoio da AS-PTA, do Centro de Assessoria e Apoio a trabalhadores/as e instituições não governamentais alternativas – CAATINGA, do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá e do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Agroecológicas do Semiárido – NEPPAS. 

Programação - Nesta terça-feira (27), o grupo visita a experiência do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Agroecológicas do Semiárido (NEPPAS). Em Pernambuco, também será visitado o projeto Jovens Guardiães Ambientais, desenvolvido pela ONG Caatinga em Riacho Queimado, Parnamirim. A terceira edição da Rota Estratégica de Aprendizagem segue até o dia 31 de agosto.

Confira as organizações participantes da 3ª Rota Estratégica

ONG Caatinga (PE); Rede de Educação do Semiárido Brasileiro - RESAB; Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador – CETRA (CE); Centro Dom José Brandão de Castro – CDJBC (SE); Secretaria de Desenvolvimento Agrário – SDA (CE); Embrapa Semiárido; Embrapa Caprinos e Ovinos; Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional - CAR; Projeto Dom Helder Câmera; Corporação Regional Procasur; Instituto Regional de Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa; Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais - Sasop (BA) e Associação Brasileira de Agroecologia - ABA; ICCO Cooperation; Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura - IICA; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA; Visão Mundial e Agência de Desenvolvimento Econômico Local – ADEL; Movimento de Organização Comunitária – MOC (BA) e Centro Sabiá (PE).


Para acompanhar as notícias sobre a Rota Estratégica de Aprendizagem Metodologias de Construção e Disseminação de Conhecimentos, acesse:

www.iicaforumdrs.org.br

 

 

Fonte:Centro Sabiá

Foto: Programa Semear

 

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