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Seminário e ecomobilizações serão realizados durante toda a Semana do Tietê

19/09/2013

 

Para manter a sociedade engajada na luta pela despoluição do rio Tietê e cobrar o compromisso das autoridades e cidadãos com a recuperação do maior rio paulista, a Fundação SOS Mata Atlântica organiza mais uma edição da “Praia No Rio Tietê” e transforma, no dia 22 de setembro (domingo), às 16h, o rio em palco para um show especial de Guilherme Arantes, que se apresentará com a banda da turnê “Condição Humana”, na Ponte das Bandeiras.

 

As atividades no local, que marcam o Dia do Tietê (22/9), serão iniciadas, ao meio dia, com uma meditação coletiva guiada pelo guru indiano Sri Prem Baba, seguida por ações de mobilização, arte, cultura e manifestações, como a intervenção que transforma os canteiros do rio, na Avenida Marginal, na “Praia No Tietê”.

 

“Com as atividades em comemoração so Dia do Rio Tietê, a SOS Mata Atlântica quer homenagear todos os cidadãos e instituições que mantêm viva a causa assumida por mais de um milhão de pessoas que, há 20 anos, se uniram em abaixo-assinado pedindo a recuperação do rio“, destaca Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

 

 

Viver o Tietê

 

A “Praia no Rio Tietê“ chama a atenção dos cidadãos e das autoridades para a importância de reintegrar os rios urbanos ao cotidiano das cidades. Com essa iniciativa, a SOS Mata Atlântica pede para que, no trecho que corta a capital paulista sejam implantadas ciclovias, com adequação dos canteiros que margeiam o rio em parques lineares, associando o Tietê a projetos de navegação, transporte público, lazer e melhoria da paisagem e da qualidade de vida.

 

Malu Ribeiro explica que com a poluição e o descaso, a cidade de São Paulo perdeu os seus grandes rios e sofre graves consequências por conta do modelo de desenvolvimento e urbanização que adotou. “Para reverter esse quadro de degradação, é preciso que haja engajamento, fiscalização e pressão da sociedade no cumprimento das metas anunciadas pelo Governo do Estado, de universalização do saneamento, com ampliação e melhoria do tratamento de esgoto e combate a fontes de poluição, em um conjunto de ações e obras que devem resultar na recuperação do Tietê até 2018“, enfatiza.

 

Para isso, a SOS Mata Atlântica retoma o monitoramento da Terceira Etapa do Projeto Tietê, a cargo da Sabesp, com aporte financeiro do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, com participação da sociedade por meio do levantamento de indicadores de percepção e de qualidade da água nos principais rios e córregos da Região Metropolitana de São Paulo, envolvendo as bacias do Alto e Médio Tietê, de Salesópolis até o município de Barra Bonita.

 

“Muitas pessoas perguntam se seremos capazes ou se acreditamos que será mesmo possível recuperar o Tietê e despoluir os rios paulistas. Respondemos que é nossa obrigação, pois os rios são nossos patrimônios e não podemos aceitar que continuem na condição atual”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

 

Ele ressalta que “é difícil perceber os resultados que os investimentos em saneamento proporcionam na capital, em regiões onde os rios e córregos estão praticamente inacessíveis. Para que possamos engajar as comunidades nas ações de despoluição é fundamental reaproximar as pessoas dos rios e córregos“.

 

 

Monitoramento

 

Com o projeto “Observando o Tietê“, que forma grupos de monitoramento da qualidade da água em comunidades da Região Metropolitana de São Paulo e no Médio Tietê, a SOS Mata Atlântica instrumentaliza as pessoas e entidades locais para que possam medir, mensalmente, a qualidade da água dos rios próximos as suas casas. Com base nos indicadores apurados a sociedade pode avaliar efetivamente os resultados das obras e dos projetos Córrego Limpo e de Despoluição do Tietê, cobrar ações e ser protagonista na recuperação ambiental da sua região.

 

O “Observando o Tietê“ manterá, ao longo da Terceira Etapa do Projeto de Despoluição do Rio Tietê (até 2018) 200 grupos de monitoramento da qualidade da água na Região Metropolitana de São Paulo. O trabalhos com os grupos serão retomados a partir do Seminário “Observando os Rios. O monitoramento participativo dos projetos de despoluição”, que acontecerá no próximo, dia 16, segunda-feira, as 14h, no auditório da Sabesp, na Capital.

 

Confira a programação completa da Semana do Tietê:

 

Dia 16/9 (segunda-feira), das 14h às 17h

Seminário: Observando os Rios. O monitoramento participativo dos projetos de despoluição

Onde: Auditório Sabesp, Rua Costa Carvalho, Pinheiros, SP.

Os projetos Córrego Limpo e Tietê – Sabesp:

- O Observando o Tietê – SOS Mata Atlântica e indicadores de percepção da sociedade.

- O Protagonismo Local: Projeto IPH

- Índice de Poluentes Hídricos,  Profa. Ms. Marta Angela Marcondes, Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS, Coordenadora do IPH e Projeto Renove, Bio-Bras.

- Assinatura de Termo de Adesão e entrega de Kits para novos grupos de monitoramento.

 

Dia 21/9 (sábado), das 9h às 12h

Ecomobilização: mutirão de limpeza, navegação, caminhadas e plantio de mudas.

Onde:

- São Paulo, Córrego do Jaguaré com o grupo Ipesa;

- Pirapora do Bom Jesus, com o grupo Novas Trilhas, centro da cidade;

- Cabreúva, do portal da Estrada Parque APA Rio Tietê, bairro Vale Verde até o Camping Cascata na divisa do município com Itu;

- Itu, Estrada Parque APA Rio Tietê, da praça de alimentação até a Gruta da Gloria com voluntários da SOS Mata Atlântica e das empresas Sorocaba Refrescos, Brasil Kirin e Secretaria de Meio Ambiente de Itu;

- Porto Feliz, grupo de Escoteiros Alpha, com participação especial de grupos locais, Bandeirantes e navegação em Batelões;

 

Dia 22/9 (domingo), das 12h às 18h

Praia No Tietê: mobilização, ciclismo, arte e cultura para reintegrar o Tietê à cidade.

16h - Show no Rio Tietê: Turnê Condição  Humana de Guilherme Arantes e banda.

Local: Ponte  das Bandeiras, Marginal do Tietê, São Paulo, SP

 

 

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

 

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

 

Fonte: Nossa São Paulo

 

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