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Mulheres enfrentam a demora nas filas do SUS

10/10/2013

Associação Toque de Vida é uma das entidades no Brasil que dão apoio a essas pacientes no Ceará

Aos 38 anos de idade, Francisca das Chagas Lima de Sousa recebeu um diagnóstico que mudou sua vida: estava com câncer no seio esquerdo. Na fila por procedimentos, entre exames, quimioterapia e consultas com seu médico, a doença avançou, e ela não teve outra alternativa a não ser retirar a mama. Em seu caso, como na maioria das mulheres com o mesmo problema e que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), o tempo é fundamental e pode significar vida ou morte.

Minervina Holanda,56, atua no Toque de Vida com mais 20 mastectomizadas em uma oficina onde são confeccionadas próteses mamárias FOTO: HELOSA ARAÚJO

Atualmente, trabalhando na Associação das Mulheres Mastectomizadas do Ceará Toque de Vida, Francisca, com 55 anos, já retirou o seio direito pelo mesmo motivo e lutou contra um câncer colorretal (tumores que acometem um segmento do intestino grosso - o cólon - e o reto). Para ela, o apoio da entidade é essencial. Lá, Francisca trabalha na oficina onde são confeccionadas próteses mamárias, sutiãs e outras peças íntimas. A produção desse material ajuda a sustentar a entidade.

Uma das voluntárias da casa, Eneida Lustosa, do Rotary Club Distrito 4490, frisa que a prioridade na fila do SUS para as mulheres com diagnóstico de câncer de mama é uma das principais luta da ONG. "Hoje, são meses de espera, e isso para quem sofre com a doença é um complicador, pois o tumor pode avançar até para outras áreas do corpo e levar à morte", diz.

Minervina Holanda, 56, é outro exemplo de que o tempo faz toda a diferença. Aos 48 anos recebeu a confirmação médica de que estava com câncer no seio esquerdo. Foram nove meses entre a conversa com o especialista e o início do tratamento, inclusive a cirurgia. "Eu me recuperei, graças a Deus, mas os procedimentos poderiam ser mais rápidos", frisa.

Interior

Minervina também atua na oficina do Toque de Vida com mais 20 mastectomizadas. A entidade, fundada em 1993, oferece apoio multiprofissional a mais 500 associadas, vindas também do Interior. Para ajudar na atuação da instituição, o Rotary Clube fez, no mês passado, uma doação de oito máquinas de costura modernas para a entidade, o que facilitará e muito a produção das peças. Atualmente, são confeccionadas 600 unidades entre sutiãs, próteses artesanais, camisetas e calcinhas. Com os novos equipamentos, a produção poderá dobrar.

A doação é resultado de intercâmbio entre a Fundação Rotary Clube Distrito 4490 e o 3170, situado na Índia. O rotariano Júlio Jorge de Albuquerque Lóssio esteve à frente das negociações.

A Associação Toque de Vida nasceu de um grupo de mulheres, pacientes do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), que diagnosticadas com o câncer de mama trocavam experiências enquanto esperavam pelas sessões de quimioterapia no hospital.

Sensibilizado com a demanda de pessoas carentes que procuravam o hospital para o tratamento oncológico, desinformadas em relação ao seu problema de saúde e que muitas vezes enfrentavam a quimioterapia sem alimentação adequada, o grupo estreitou laços e fundou a entidade que atua no Rodolfo Teófilo.

Mais Informações

Associação Toque de Vida
Rua Érico Mota, 1232 - Rodolfo Teófilo - (85) 3227-0679


1,8 mil novos casos de câncer no CE neste ano

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que cerca de 1.800 novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Ceará neste ano. Deste total, 50% são de câncer avançado. O que pode indicar, em muitos casos, a mastectomia.

A idade continua sendo o principal fator de risco para o câncer de mama, indica o médico Luiz Porto. Segundo ele, as taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos e, posteriormente, esse aumento ocorre de forma mais lenta.

Contudo, outros fatores de risco já estão bem estabelecidos, como aqueles relacionados à vida reprodutiva da mulher (menarca precoce, nuliparidade, idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos, anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal), histórico familiar e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama).

O exame clínico anual das mamas e o rastreamento são as estratégias recomendadas para controle do câncer da mama. A orientação do Ministério da Saúde é um exame clínico anual das mamas a partir dos 40 anos e um exame mamográfico, a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69. Para as mulheres de grupos de risco, recomenda-se o exame clínico e mamografia, anualmente, a partir de 35 anos.

 

 

Fonte: Diário do Nordeste

 

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