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Em São Paulo, Cedeca cria Centro de Midiativismo como espaço que envolvam crianças e adolescentes

22/10/2013

 

Construir um Centro de Midiativismo é a alternativa apresentada pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA) Interlagos, em São Paulo, para pluralizar as vozes da comunidade enquanto as leis de democratização da mídia permanecem engavetadas e sem indicação de avanços.

Atuante na região do Grajaú e Parelheiros, Cedeca lançou uma campanha de arrecadação colaborativa, na plataforma Catarse, para arrecadar R$6 mil que serão destinados à compra de quatro computadores.

Além disso, no dia 25 de outubro começa o curso “Encontros de Arte e Midiativismo” voltado para adolescentes e jovens. “A formação será composta por um grupo de ativistas com experiências diversas em coletivos, redes ou movimentos”, revela Fernanda Vargas, coordenadora do Núcleo de Formação.

 

Os encontros estão divididos em seis temas: Direitos, Autoritarismo e Resistência; Resistência pelos muros – da ditadura até hoje; Movimentos revolucionários na América Latina: Zapatismo e Anarcosindicalismo; Ativismo Negro; Mulheres na Luta; e Oficinas de Fanzine, Stencil e outras linguagens, Rádio e Vídeo Popular.

“O Centro de Midiativismo vai funcionar como um espaço de formação, articulação e produção de mídias”, conta o coordenador do Núcleo de Mobilização e Cultura, Kleber Luís. “Vamos criar matérias e difundir informações sobre as lutas e reinvindicações, principalmente conteúdos que envolva a criança e o adolescente”.

 

A iniciativa de criação do Centro de Mídiativismo é uma alternativa para pluralizar as vozes dentro do cenário desigual de informação e, ao mesmo tempo, elaborar conteúdos feitos da comunidade para a comunidade.

“A proposta vêm, não para criar algo novo, pelo contrário, movimentos, coletivos e ativistas já utilizam da arte e da mídia para trazer atenção ou sensibilizar mais e mais pessoas para a luta. Partimos de um reconhecimento de ações feitas por nós, parceiros ou movimentos ao longo da história. Dos franzines e lambe-lambes à internet e o vídeo popular. A ideia é que todos somos produtores de informações e que vamos fazer uma mídia alternativa disseminando nossas lutas e conquistas”, finaliza Fernanda.

 

 

A importância da iniciativa para o extremo sul

 

A extensa área de abrangência do CEDECA Interlagos, que envolve o Distrito do Grajaú – o terceiro maior e o mais populoso da cidade de São Paulo com uma população de aproximadamente 450 mil habitantes (Censo de 2010), enfrenta diversas alterações nos últimos anos.

 

“O extremo sul é uma região que está em efervescência no que diz respeito a atividades de mobilização, cultura e ações relacionadas à conquista de direitos. Grupos que nunca saíram às ruas, e que se fortaleceram após as manifestações de junho, continuam realizando suas articulações, mobilizações e principalmente manifestando-se contra a opressão do povo pobre e periférico por parte do estado. Nosso papel enquanto Centro de Midiativismo é fomentar a produção de materiais que deem suporte para a resistência”, explica Kleber.

 

O Brasil não possui um marco regulatório da mídia, motivo que favorece o oligopólio da comunicação no país comandado por seis famílias: Cívita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky. Um estudo feito em 2002 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) apontou que as corporações Globo, SBT, Bandeirantes, Record, Rede TV e CNT aglutinam 668 veículos em todo o país – 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários.

 

VEJA VÍDEO DO PROJETO: http://vimeo.com/74525381

 

 

Fonte: ProMenino

 

 

 

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