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Sociedade civil na luta por Memória, Verdade e Justiça

12/12/2013

Na manhã do dia 12, o Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis realizou a atividade “Memória e Verdade: O que a sociedade brasileira tem a ver com isso?”, sobre a luta pelo esclarecimento e justiça em relação aos crimes cometidos durante a ditadura.

 

O debate contou com a exposição dos projetos, desafios e conquistas, destacando o objetivo de levar o debate para além de uma reflexão sobre o passado. O Centro trabalha no sentido usar a experiência da ditadura para entender e dar fim aos resquícios que ainda sobram desse momento no país, avançando nos direitos humanos a partir de problemas atuais.

 

Nesse sentido, proporcionam à população de Petrópolis atividades e projetos que estimulem a compreensão e a capacidade de relaciona o passado com a violência que ainda existe na cidade. Para Mariana Barros, “é necessário que a sociedade caminhe no entendimento do que foram os anos de chumbo para combater, por exemplo, a tortura que ainda ocorre nos presídios e manicômios. Ter fundamentos e conhecimento dos elementos que nos prendem à ditadura é essencial para a real passagem para a democracia”.

 

O Centro

 

O Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis foi fundado em 1979 e desde então possui diversos eixos de luta, aumentando seu reconhecimento dentro e fora do Rio de Janeiro. No início, fundada próxima às comunidades carentes de Petrópolis, o Centro atuava mais a proteção e auxilio a população submetida a desastres socioambientais, como enchentes e deslizamentos. Com o tempo, expandiu seu trabalho, trabalhando também na proteção de militantes que se abrigavam no local da instituição.

 

O contato com outras causas levou o Centro a se apropriar da luta contra os resquícios da ditadura e pela memória, verdade e justiça.  A principal ligação da organização com o tema é a busca pela desapropriação da “Casa da Morte”, um local que funcionava como centro clandestino de tortura.

 

Um dos grandes desafios da instituição é fazer uma formação politico pedagógica para que a população conheça a história de Petrópolis e reconheça ambientes como a Casa da Morte, que representa a obscuridade do passado da cidade. Para as expositoras, “não adianta pensar a desapropriação se as pessoas não sabem o que significa aquele espaço. É preciso trazer o debate para a comunidade e discutir esse tema, que é de interesse de todos”.

 

Assim, o Centro organizou projetos para estimular o conhecimento do caso. Através do “Diálogos CDDH” e do “CINE MEMÓRIA E VERDADE”. Para Cristina Corfini, psicóloga que trabalha no Centro, “a melhor estratégia para aproximar a população de Petrópolis do tema era a linguagem cultural”. Assim, o Cine Memória e Verdade reuniu convidados especiais e pessoas da comunidade para discutir uma série de filmes e temas que circundam o período da ditadura e suas consequências.

 

Com o tempo, o público e o interesse pela atividade foi aumentando e a própria mídia local começou a buscar mais informações sobre o Centro e o Projeto. Leonardo Boff, um dos fundadores da organização, participou de alguns debates, aumentando a visibilidade do tema.

 

Em 2013, o Centro iniciou o “Ciclo Memória e Verdade”, uma série de debates que pretenderam, segundo Mariana Barros, não criar um “museu de lamentações”, mas uma memória social e uma ressignificação de quem foram os heróis do país. A atividade teve grande adesão de jovens, resultado do investimento em cultura e educação do Centro.

 

Além disso, o Centro alcançou mais conquistas, como a declaração de propriedade pública da Casa da Morte, o que dá início a um processo judicial de desapropriação do local.

 

Com protestos feitos na frente do lugar, a insistência no debate  e toda mobilização entre os jovens da comunidade, o Centro alcançou uma repercussão na mídia que não era esperada.

 

A articulação com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro também impulsiona a luta do Centro, como uma importante parceria na criação de uma ação e memória coletiva. Para Mariana Barros, qualquer avanço nesse sentido é importante para, principalmente, empoderar a população de Petrópolis e incentivar o conhecimento sobre o tema. “Uma sociedade emancipada é uma sociedade responsável e com capacidade de pensar. É preciso sempre continuar nessa luta e relembrar: PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA E PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA”.

 

 

 

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