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Democracia não representativa

09/01/2014

 

Um dos maiores entraves ao sistema político brasileiro é sua baixíssima diversidade social. Mulheres, jovens, negros e minorias são sub-representados

 

Uma Assembleia Constituinte para discutir o sistema político terá que lidar com um desafio crucial: como garantir a representatividade nas instituições de poder. A população jovem que foi às ruas em junho sabe muito bem disso.

 

“A juventude quer ver mudanças de verdade no Brasil, mas só se decepciona. A falta de representatividade dos políticos, que não se comprometem com as mesmas questões que nós, está prejudicando a relação do jovem com a política”, avalia Victor Caíque, estudante do Centro de Ensino nº 3 do Gama (DF) e diretor da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes).

 

Não era para menos. O número total de jovens entre 15 e 24 anos no país supera os 50 milhões, o que corresponde a um quarto da população brasileira, conforme dados do censo 2010 do IBGE. Significa que os jovens são 40% do eleitorado brasileiro. Entretanto, menos de 3% dessa massa está representada no Congresso Nacional.

 

No caso das mulheres, a situação é alarmante. Mesmo sendo mais da metade da população, elas ocupam apenas 9% dos mandatos na Câmara dos Deputados e 12% no Senado. O Brasil da presidenta Dilma Rousseff está em 106º lugar entre 187 países no que se refere à igualdade de gênero na política.

 

“É claro que, num país de uma cultura patriarcal, machista e com um capitalismo selvagem como o nosso, as mulheres não tem acesso ao poder político. Como o que determina uma eleição é o poder econômico e a mulher não detêm esse poder, a participação na política é e continuará sendo minoritária”, explica Rosângela Piovezani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

 

A proposta dos movimentos sociais, no caso de uma ampla reforma política, é garantir instrumentos que ampliem a participação das mulheres. Listas obrigatórias com paridade e alternância de sexo nas candidaturas pode ser um destes mecanismos. É uma situação que também se aplica aos negros e aos indígenas.

 

Com 51% da população total do país que declara negra, apenas 45 parlamentares (8,5% da representatividade) se autodeclaram negros. Pior, em sete assembleias legislativas estaduais, não há um parlamentar sequer que se declara negro. No caso dos indígenas, não se registra nenhum mandato legislativo no Congresso Nacional.

 

Fonte: Brasil de Fato, por Pedro Rafael Ferreira

 

 

 

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