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Mulheres e Reforma política é tema de debate no Ceará

21/01/2014

MMM-CE inicia mobilizações para Plebiscito popular que será instrumento pedagógico para debater o sistema político

 


 

A Marcha Mundial das Mulheres Ceará (MMM-CE) deu início as atividades de 2014 com a proposta de aprofundar a discussão sobre o Plebiscito popular por uma constituinte soberana e exclusiva do sistema político. Para isto, no último sábado, 18, as mulheres da marcha participaram de uma formação feminista  sobre “Mulheres e a reforma política”.

 

O debate abordou temas como cotas partidárias, financiamento público de campanha e eleições por lista partidária fechada com alternância entre homens e mulheres. Estes assuntos são importantes para  compreender de que forma é possível ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder e garantir a democratização do poder.

 

Para a militante da Marcha do Ceará, Maria Assunção (Tia Assunção), 57, o financiamento de campanha é um dos temas fundamentais na discussão de uma eventual reforma política. Candidata a vereadora da cidade de Fortaleza em 2012, ela sentiu na pele as dificuldades de disputar uma eleição. “Fiquei várias horas esperando o presidente do partido me receber para tratar sobre minha campanha. Via gente que saia com 200 mil para sua campanha e para a Tia Assunção nada. É preciso dar condições iguais para se participar de eleições”, contou.

 

A necessidade de associar estes temas a uma plataforma programática feminista foi outra questão debatida entre as mulheres presentes. “É o momento de ampliarmos não só a participação das mulheres nos espaços de poder, mas avançarmos em pautas importantes para nós feministas como a legalização do aborto”, pontuou Mariana Lacerda, militante da Marcha e facilitadora do debate.

 

Na segunda parte da manhã, as mulheres tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre os temas relacionados ao processo do plebiscito como o funcionamento do sistema político, da constituinte exclusiva, a implantação de comitês, e o processo de votação.

 

O plebiscito popular, proposto por diversos movimentos, acontecerá entre os dias 1 e 7 de setembro e terá como pergunta única a seguinte sentença: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”. A proposta do plebiscito é de provocar o debate e a mobilização para uma Constituinte Exclusiva, que enfrente os problemas do povo brasileiro e avance em questões essenciais como a reforma agrária, urbana, tributária a e outras mudanças que assegurem a igualdade de direitos econômicos, sociais e civis.

 

Comitê Estadual

 

Mais de trinta organizações, incluindo a Marcha Mundial das Mulheres Ceará, participaram na quinta-feira à noite,16,   do lançamento do Comitê Estadual do Plebiscito Popular. O evento foi realizado no auditório da Casa Amarela.

 

Segundo a militante da MMM Mariana Lacerda, que participou da mesa de conjuntura ao lado de Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, a principal tarefa deste processo é conscientizar, politizar e organizar a população. “Nós precisamos casar o plebiscito com as lutas de 2014. Precisamos realizar um grande processo pedagógico. Dialogar de forma simples os temas complexos. Precisamos dizer pra Dona Maria o que essa reforma tem haver com a vida dela”, afirmou.

 

Ricardo Gebrim enfatizou o caráter pedagógico do plebiscito. Para ele, mais do que conseguir coletar milhões de votos é preciso construir uma bandeira unitária para que as juventudes, que saíram às ruas em junho de 2013 e que poderá vir a sair às ruas este ano, possam ter clareza de onde querem ir e de quem são os inimigos. “Os milhões de votos não tem valor legal, mas possui um enorme valor político. Eles representam força social. Nossa vitória não será conseguir quinze ou nove milhões de votos. A nossa vitória terá sido a de ter construído essa bandeira unitariamente nas forças populares e democráticas deste país”, afirmou.

 

Isabelle Azevedo é militante da Marcha Mundial das Mulheres do Ceará.

 

 

 

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