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PAD divulga relatório da "Roda de Diálogo" realizada em 2013

30/01/2014

Foi realizada em novembro de 2013, em São Paulo, a Roda de Diálogo do PAD - Processo de Articulação e Diálogo. O encontro acontece a cada dois anos e reúne os integrantes da articulação com o objetivo de reunir subsídios para a elaboração do Plano de Ação para o próximo período de dois anos. A versão final da memória desse encontro você pode ler aqui.

(Também disponível em inglês aqui).

 

Leia matéria abaixo sobre a Roda de Diálogo:

 

Roda de diálogo define prioridades para o PAD nos próximos anos

 

Foi realizada nos últimos dias 5 e 6 de novembro, em São Paulo, a Roda de Diálogo do PAD. O encontro acontece a cada dois anos e reúne os integrantes da articulação com o objetivo de reunir subsídios para a elaboração do Plano de Ação para o próximo período de dois anos. Este ano, o encontro aconteceu no Centro de Formação da Sagrada Família, em São Paulo.

 

No primeiro dia de trabalho, o grupo compartilhou impressões sobre o Brasil pós-2013, levantando desafios para o país e a sociedade civil e, especificamente para o PAD, até 2016.

 

No segundo dia de trabalho, os participantes elegeram os desafios centrais para o PAD até 2016 e pensaram as prioridades estratégicas e de ações para a articulação.

Para Cristiane Faustino, do Instituto Terramar, o encontro foi um momento importante de alinhamento e tambpem para pensar o futuro: "O encontro ao mesmo tempo em que nos revela um cenário de dúvidas, incertezas e tristeza frente ao cenário de recrudescimento da violência contra as vítimas do desenvolvimento e os grupos que se organizam para denunciar a antidemocracia da democracia brasileira, também nos anima a evidente a disposição dos movimentos novos e velhos para as lutas", afirma. 

Ela conta que, para a sociedade civil organizada e as agências de cooperação preocupadas com os direitos humanos e a democratização, o cenário desafia a construir novas formas de fazer e pensar a intervenção. "O encontro ajudou bastante nesse ponto", diz. A unidade construída no encontro e o "sentido de rede" do PAD são fundamentais, porque, segundo ela, "2014 promete!".

Confira abaixo os desafios e prioridades elencados pelo grupo.

Veja aqui os vídeos apresentados na roda como subsídio aos debates, que mostram visões sobre o Brasil.

 

Desafios

 

Aprofundar articulações nacionais e internacionais a partir de temas emergentes da democracia no cenário brasileiro e na cooperação ecumênica; (Estado laico, direito à comunicação, Reforma Política, juventudes, novos sujeitos)

 

Evidenciar as contradições e violações do modelo de crescimento brasileiro e suas implicações na geopolítica internacional (BNDES, políticas sociais, relação sul/sul, investimentos); (Relatório de Monitoramento do Pidesc, violações de direitos, mega eventos)

 

Integrar radicalmente a justiça sócio ambiental à discussão sobre desenvolvimento em articulação com o campo e a cidade; Denúncia  e incidência (desigualdade, Dhesca)

 

 

Prioridades

 

Linha 1: Produção de conhecimento

 

Atualização e complementação do documento “Brasil Real” envolvendo a articulação de novos atores e visando a incidência e agenda no cenário da Copa; animador: (Gaspar Garcia).

 

Dossiê sobre criminalização: atualizar e retomar produções já existentes, visando subsidiar agendas dos parceiros.

 

Hidrelétricas como paradigma de desenvolvimento: construção de indicadores; articular com MAB e mapear produção acadêmica sobre este processo.

 

Justiça socioambiental: articular com a ANA (que tem agenda para 2014: encontro nacional de agroecologia). Animador: FIAN Brasil.

 

Reforma Política e Estado laico. Animação: setorial  ecumênico.

 

Produzir sínteses de conhecimento traduzidas (pelo menos para o inglês) a partir de materiais elaborados pelas organizações (COPA, projetos de desenvolvimento, mineração, novas mobilizações e movimentos, reforma política, Brasil e a Geo Política internacional, Estado Laico, Violências).

 

Mapeamento dos temas que estamos tratando - identificar mapas já existentes dos conflitos socioambientais – mapas do Observatório Fiocruz, FASE, GESTA/UFMG,  Plataforma do BNDES, Violência contra a juventude, Investimentos e impactos na Amazônia e outros. Verificar com as agências onde eles estão propondo produção deste tipo de material. Sondar ainda organizações que estejam produzindo materiais sobre a intolerância religiosa.

 

Linha 2: Formação para visibilidade e sustentabilidade institucional

 

Continuar as oficinas de comunicação em paradigma de estratégia política inclusiva nas agendas de atuação interna e externa do PAD e seus parceiros.

Potencializar fluxo de comunicação entre parceiros.

 

Continuar com as oficinas de comunicação com foco no debate da democracia – articular com novos sujeitos com novas narrativas. Fazer o esforço de ampliar o grupo, verificar agendas casadas com as agências para contarmos com o apoio e assessoria de pessoas da comunicação.

 

Criar espaços de formação, elaboração e intercâmbio a partir de temas comuns e estratégicos  entre os setoriais (temas emergentes da democracia, paradigmas de desenvolvimento e crescimento, desigualdade e sustentabilidade).

 

Aprofundar análises sobre estratégias de visibilidade existentes como forma de fortalecer a sustentabilidade.

 

Focar na incidência  - como dialogar com as agências incluindo as novas narrativas? Tradução de materiais, Site.

 

 

Linha 3: Incidência

 

 

Organizar um radar das agendas de Incidências que podem ser  subscritas pelo PAD a partir de seus desafios institucionais, como por exemplo o fórum  que ocorrerá na ONU em dezembro “Empresas e Direitos Humanos”, ocasião em que haverá uma participação de mulheres indígenas Guarany-Cayowaa.

 

Articulações com Projeto Conjunto de Monitoramento de DH no Brasil, FEACT, Rede de Justiça Ambiental e Plataforma DHESCA, Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração,  articulações internacionais.

 

Dar continuidade à produção de Notas Públicas, revisando o processo de elaboração e formato, e repensar a produção digital de forma contínua.

 

Reforçar que o SITE do PAD seja de fato um canal importante de diálogo (recomendações)

 

Como  o PAD fortalecer as incidências políticas que já existem (FEACT por exemplo – OIT 169), (recomendações)

 

PAD deve continuar acompanhando o projeto conjunto de  Monitoramento dos Direito Humanos (recomendações)

 

Quais as iniciativas de articulação em redes que estão em curso em alguns países que coincidem com as temáticas do PAD – exemplo Direito a Terra e Território. Realizar intercâmbios entre estas redes.

 

Fonte: PAD

 

 

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