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Encontro traça nova agenda global de desenvolvimento

18/02/2014

Liderança da Campanha TTF Brasil, Alessandra Nilo fala em reunião sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pós 2015 sobre necessidade de taxar sistema financeiro

 

Presente à II Reunião da Comissão UNAIDS / Lancet sobre HIV e Saúde, nos dias 13 e 14 de fevereiro em Londres, Grã Bretanha, a jornalista Alessandra Nilo, uma das fundadoras da Campanha TTF Brasil e da Gestos, falou sobre a necessidade de taxar as transações financeiras internacionais para “manter fluxos de recursos sustentáveis dirigidos aos direitos humanos, à igualdade de gênero, saúde e outras iniciativas de desenvolvimento”.

A Comissão foi criada no início de 2013 e reúne mais de 40 chefes de Estado e líderes políticos, especialistas em saúde e HIV, ativistas, cientistas e representantes do setor privado, para debater uma agenda de saúde global mais equitativa, efetiva e sustentável. 

“Hoje (13.02), nos debates sobre como poderão ser financiados os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável pós 2015, discutimos com governos do Norte e da África e agências da ONU sobre evasão fiscal, lavagem de dinheiro e má aplicação dos recursos públicos”, informa Alessandra. 

Em seu pronunciamento, a ativista falou do impacto da desigualdade econômica extrema sobre nossa capacidade de combater a pobreza e melhorar as condições de saúde globais. “Não deveríamos considerar soluções que assumam essa perspectiva, pois elas não são sustentáveis.”

Alertou ainda para o crescente poder das corporações multinacionais sobre os governos, minando o acesso das populações a serviços públicos de qualidade em saúde, inclusive medicamentos. “Parcerias público-privadas são muito bem-vindas, mas necessitam de um sistema mais transparente de prestação de contas.”

Sobre as TTFs, pediu à Comissão que demande, explicitamente, a implementação de taxas sobre transações financeiras internacionais. “Além do potencial para manter fluxos de recursos sustentáveis para direitos humanos, igualdade de gênero, saúde e iniciativas para o desenvolvimento”, disse ela, as TTFs desestimulam a especulação de curto prazo nos mercados financeiros; reduzem os riscos sistêmicos do mercado de capitais, detêm a lavagem de dinheiro e os fluxos para paraísos fiscais; e são uma opção para ir além da abordagem filantrópica às políticas públicas.

“Vai ser impossível reduzir a pobreza sem tratar da concentração da riqueza, sem quebrar estruturas, sem mudar essa (nossa) cultura política corrupta.”

 

Fonte: TTF Brasil

 

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