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Presos da Copa. 12 liberados, nenhum esquecido

18/07/2014

Foto: Katja Schilirò


Na madrugada desta quinta-feira, 17 de julho, no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, cerca de 50 ativistas aguardavam seus companheiros do lado de fora da prisão, numa vigília em solidariedade aos manifestantes presos "preventivamente” pela polícia. A saída dos 12 liberados que conseguiram habeas corpus mais os dois adolescentes foi celebrada como uma vitória das redes e das ruas, mas cinco ativistas ainda continuam detidos. Vencemos a batalha, mas a guerra contra o "estado de exceção” continua. Alegria e pesar se misturavam na saída dos ativistas que foi acompanhada ao vivo pela Mídia Ninja.

Liberados: Gerusa Lopes Diniz, Gabriel da Silva Marinho, Kartayne Moraes da Silvia Pinheiro ''Moa'', Eloisa Samy Santiago, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Felipe Proênça de Carvalho Moraes ''Ratão'', Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia '' Pedro Punk'', Bruno Souza Vieira Machado, Rebeca Martins de Souza e Joseane Maria Araujo de Freitas. Entre os que ainda estão presos: Elisa de Quadros Pinto Sanzi '' Sininho '', Tiago Teixeira Neves da Rocha, Eduarda Oliveira Castro de Souza, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D'Icarahy.

As prisões preventivas no dia 12 de julho, véspera da final da Copa do Mundo, foram duramente criticadas por organizações como a Anistia Internacional, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], Advogados Ativistas, Repórteres Sem Fronteiras, Sindicatos dos Jornalistas, Midialivristas, Universidades, movimentos sociais e representações partidárias e parlamentares em todo o Brasil.

Primeiros momentos da saída de 12 dos presos da Copa de Bangu

O clima com as prisões é de perplexidade e resistência. Em nota os Advogados Ativistas escreveram: "Detenções em massa se tornaram comuns, flagrantes forjados se tornaram comuns, prisões de advogados se tornaram comuns, policiais sem identificação, militares infiltrados, interrogatórios políticos, catalogamento de manifestantes, uso de armas de fogo, perseguições nas casas de ativistas, agressões deliberadas em jornalistas, tudo isso se tornou comum, e pior, em praça pública. E como nos moldes da ditadura, os abusos são incentivados/tolerados pelo governo, seus agentes permanecem impunes e o conceito de "legitimidade da força” é usado de forma completamente política”.


"Cinco ativistas tiveram prisão prorrogadas por mais cinco dias, os advogados que estão trabalhando no caso vão impetrar novo habeas corpus”, afirma Lucas Sada, do DDH. Os pedidos foram encaminhados nesta manhã (quinta-feira, 17) diretamente com o desembargador Siro Darlan. Na tentativa de quebrar o flagrante, advogados também deram entrada, nesta manhã, ao pedido de liberdade provisória de Camila e Igor.


Em referência a outras nove pessoas "foragidas” que também tiveram prisão temporária decretada no último dia 12, sendo estas prorrogadas por mais cinco dias, Lucas diz que outros advogados estão tentando o habeas corpus.

"O argumento utilizado é a garantia da ordem pública, que é tecnicamente incabível. Um claro movimento de criminalização dos movimentos sociais e limpeza da rua. Devemos ressaltar que todo esse estado de exceção não é apenas policial, ele é também judicial”, garante Lucas, que completa: "No momento em que o estado penal se agiganta, a sociedade responde, então quanto maior for a repressão maior vai ser a resposta, maior vai ser a mobilização”.

A Mídia NINJA segue acompanhando as prisões arbitrárias.


Fonte: Adital

 

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