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Paulo Vannuchi: queda na porcentagem de jovens eleitores é preocupante

11/08/2014

Analista da Rádio Brasil Atual afirma que há um cansaço da juventude com as formas de participação política existentes

São Paulo – Para o analista e cientista político Paulo Vannuchi, é "preocupante" a queda na porcentagem de jovens entre 16 e 17 anos que tiraram título de eleitor para a eleição de 2014 em relação ao pleito anterior. Nas eleições de 2010, 35% dos jovens que têm direito facultativo ao voto emitiram o título, mas, neste ano, apenas 23% fizeram o mesmo, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Há uma queda muito forte. Essa notícia é preocupante, embora mais ou menos já fosse esperada. O Brasil dos últimos anos revelou que uma parcela participativa dos jovens não tem interesse na luta eleitoral", avalia, em seu comentário de hoje (11) para a Rádio Brasil Atual. O analista entende que o dado não surpreende porque, durante as manifestações de 2013, a palavra de ordem "você não me representa!", direcionada aos políticos brasileiros, foi recorrente entre os jovens.

"Hoje é o dia propicio para chamar a atenção a isso, porque 11 de agosto é o dia do estudante no Brasil, e amanhã, dia 12, é o Dia Mundial da Juventude, que a ONU estabeleceu em 1999", relembra. Vannuchi afirma que a democracia brasileira vai avançar ou regredir de acordo com o engajamento da juventude que foi às ruas, politizada, e mesmo as articulações culturais de jovens. "A verdade é que existe um cansaço com as formas de participação política existentes, e é preciso que os partidos, principalmente os de esquerda, aceitem se renovar."

Vanucchi considera ainda que este cenário é o contrário do país de 30 anos atrás, quando a juventude lutava pelo fim da ditadura civil-militar e pelo direito ao voto. "Quando o Brasil saía do sufoco da ditadura, teve na juventude um grande impulsionador que entendeu a necessidade de votar, que fez as Diretas Já, fez o impeachment do Collor", diz.

O analista pontua, ainda, que há resistência por parte de parlamentares e segmentos mais conservadores da sociedade ao decreto presidencial que amplia os mecanismos de participação social na política brasileira. "É como se tivesse um parcela do poder político brasileiro que está aberto a participação, sobretudo da juventude, e outra parcela, sobretudo do legislativo, que tem medo dessa legislação, que entende que qualquer participação, conferências, diálogos, redes, ameaçam o poder de deputado, de senador, de doutor", critica.

A Política Nacional de Participação Social (PNPS) – recém-instituída por meio do Decreto Presidencial nº 8.243 e que vem despertando forte resistência da oposição ao governo federal no Congresso – tem o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos de diálogo entre a administração pública federal e a sociedade civil. Para isso, o decreto define dez conceitos: sociedade civil, conselho de políticas públicas, comissão de políticas públicas, conferência nacional, ouvidoria pública federal, mesa de diálogo, fórum interconselhos, audiência pública, consulta pública e ambiente virtual de participação social.

O decreto busca estimular as instâncias já existentes de democracia participativa para que formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas tenham participação popular.

Fonte: RBA

 

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