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Feiras Agroecológicas se expandem na região

01/10/2014

Os produtos comercializados vêm de um processo de cultivo livre de ações danosas ao meio ambiente, sem o emprego de agrotóxicos, queimadas, desmatamentos e com relações de trabalho corretas e justas.

Frutas, hortaliças, legumes frescos, mel, flores, artesanato, sabonetes e produtos da medicina popular e o mais importante, produzidos livre de agrotóxicos por agricultores/as familiares, chegam semanalmente à casa de milhares de brasileiros. Isso é possível graças às Feiras de Produtos Agroecológicos, realizadas em todo o país, com barracas padronizadas que funcionam próximas às feiras tradicionais, com a participação de famílias que combinam, através de gestão cooperativa, a agroecologia e a economia solidária.  

No Território do Sisal e Bacia do Jacuípe, semiárido baiano, as Feiras já estão consolidadas nos municípios de Serrinha, Barrocas, Araci, Quinjingue e Riachão do Jacuípe, e em processo inicial de organização nos municípios de Retirolândia, Conceição do Coité, Santa Luz, Ichu e Pé de Serra.   

Retirolândia: Feira em 25 e 26 de setembro A cidade de Retirolândia realizará sua Feira Agroecológica nos próximos dias 25 e 26 de setembro.Espera-se um público estimado de 500 pessoas, muitas oriundas de municípios vizinhos.  “Na realidade esta será a segunda Feira da cidade. A primeira e única aconteceu há mais de 10 anos e parou, mas o MOC teve a iniciativa de retomar esse incentivo à agricultura familiar”, afirma Tainá de Lima Matos, técnica agrícola que acompanha os agricultores/as do município. A primeira Feira Agroecológica do Território do Sisal aconteceu no município de Serrinha, há pouco mais de sete anos. Hoje conta com seu próprio regimento construído pelos próprios agricultores/as com apoio das instituições parceiras, tem fundo solidário e conta com a participação de 28 famílias. 

Processo O processo organizativo inicial se dá por reuniões, intercâmbios e as oficinas para a gestão das Feiras, preconizando a autonomia das pessoas nos processos de gestão subseqüentes, onde as famílias decidem a melhor forma de organizar o evento desde o início. As feiras contam com apoio do MOC, em parceria com Sindicatos de Trabalhadores Rurais desses municípios, da Associação das Cooperativas de Apoio a Economia Familiar (Ascoob) e da Associação de Pequenos Agricultores Familiares (Apaeb) de Serrinha e Araci. 
A ação do MOC teve início com a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) nas comunidades, no sentido de organização produtiva das Unidades de Produção Familiar, após a identificação de famílias e grupos com potencial produtivo, a sensibilização destes e a organização para a comercialização nas Feiras.  A idéia do MOC é estimular a produção e consumo de itens da agricultura sustentável, que proporciona mais renda para quem mora no campo e sobrevive da agricultura de subsistência, segundo o técnico da instituição, Mateus Lima. 

DesafiosOs produtos comercializados vêm de um processo de cultivo livre de ações danosas ao meio ambiente, sem o emprego de agrotóxicos (adubo e veneno), queimadas, desmatamentos e com relações de trabalho corretas e justas. O desafio maior é manter a oferta de produtos com regularidade e com diversidade aos consumidores, mesmo em períodos de estiagem. Para conviver com desafios naturais como a seca, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), o MOC e entidades parceiras, têm um olhar mais voltado às famílias e direcionado tecnologias sociais de convivência com o Semiárido, como as cisternas. A grande maioria das famílias que comercializa na feira já possui uma tecnologia social que além de lhes permitir água para irrigar a produção em qualquer época do ano, serve também de incentivo para que outras famílias possam conquistar suas tecnologias e seu espaço para comercialização nas feiras.

“Para isto existe também por parte da equipe técnica da ATER, um olhar diferenciado para o planejamento da propriedade onde a família possa produzir de forma organizada e escalonada para que não deixe de ofertar nas feiras os produtos, e da mesma forma há o incentivo à diversificação da produção como também para a transformação dos produtos para uma maior agregação de valor”, enfatiza Mateus. Ele ressalta ainda a falta de projetos (editais) que viabilizem a formação e incentivo as Feiras Agroecológicas, como “outro grande entrave”, no processo.  

Uso de AgrotóxicosDesde 2008 o Brasil é o país que mais consome agrotóxico no mundo, aqueles produtos químicos que, supostamente, servem para proteger os alimentos de pragas. Só em 2010, utilizou mais de 800 milhões de litros em suas lavouras *. Estas substâncias estão presentes irregularmente em 30% dos alimentos que comemos **. 

 Fontes:*     http://www.brasildefato.com.br/node/27795 **   http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fwps%2Fwcm%2Fconnect%2F55b8fb80495486cdaecbff4ed75891ae%2FRelat%C3%B3rio%2BPARA%2B2010%2B-%2BVers%C3%A3o%2BFinal.pdf%3FMOD%3DAJPERES&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNEyWig3hN1_gI0QqFB9lG70uDkDQg

Fonte: MOC

 

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