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Com 60 mil tecnologias implantadas o P1+2 não é só produção de alimentos, mas construção do conhecimento

06/10/2014

O número, que já foi ultrapassado e continua subindo, contempla não só as tecnologias sociais de captação e armazenamento de água, mas um amplo leque de ações que promovem a valorização, intercâmbio e construção de conhecimento




A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) ultrapassou recentemente o número de 60 mil tecnologias sociais de captação e armazenamento de água implantadas através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Se somado com o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), esse número ultrapassa os 600 mil. Desde 2007 o P1+2 busca implantar tecnologias que proporcionem às famílias a oportunidade de usar a água para produção de alimentos.


Certamente o grande número é uma grande conquista para as famílias do Semiárido. “Começamos com uma ação bem pequena, hoje o Programa está muito maior. Com essas tecnologias estamos falando de aumentar o estoque de água para as famílias, água para produção. Isso tem um reflexo direto em relação à questão da segurança alimentar, na produção de alimentos, na geração de renda”, afirma Antônio Barbosa, coordenador do Programa P1+2 na ASA. Para Barbosa, a família passa a se alimentar melhor, pois tem água para produzir seu próprio alimento e, além disso, passa a comercializar o excedente de sua produção. Com isso se instala uma lógica de troca inversa à de costume. “Se continuarmos nessa tendência possivelmente daqui a uns 5 ou 10 anos o Semiárido passará a ser o maior produtor de alimentos do Brasil. Ou seja, estamos invertendo toda uma lógica onde o Semiárido recebia alimentos, agora o Semiárido passa a produzir uma quantidade bem maior de alimentos, e isso muda a vida das pessoas, o impacto é direto”, explica ele.


Mas o alcance do P1+2 não se resume simplesmente à implantação de alguma tecnologia. O leque de ações abarca outras perspectivas. “O mais importante da ação do P1+2 é a sua estrutura metodológica. As famílias produzem conhecimento, um conhecimento que estava invisibilizado. Acho que a ASA acertou porque o centro do programa é a experiência”, lembra Barbosa. A valorização do conhecimento existente dentro da experiência se dá através dos intercâmbios entre agricultores/as e agricultores/as e entre agricultores/as e técnicos/as. Além disso, as famílias que são beneficiadas com a tecnologia participam de capacitações em GAPA (Gerenciamento da Água para Produção de Alimentos) e em SISMA (Sistema Simplificado de Manejo da Água).


A sistematização das experiências das famílias é um processo de recuperação e registro de saberes e práticas locais de convivência com o Semiárido, portanto uma construção coletiva do conhecimento. No P1+2 a ferramenta adotada para a sistematização é o boletim impresso ou banner. As sistematizações trazem o estímulo à produção e à socialização do conhecimento, a elevação da autoestima e a motivação para as famílias criarem e recriarem experiências. Além disso, as sistematizações trazem à tona uma realidade de Semiárido diferente daquela seca e crua presente no imaginário popular. “Então cada tecnologia daquela é cheia de água, mas também cheia de conhecimento, de valorização, de reconstrução do imaginário”, conclui Barbosa.


O CAA é uma das organizações que executa o P1+2 no Semiárido baiano.


Fonte: Centro Sabiá

 

 

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